ADIPR- Qual o balanço da gestão ao longo desses quase oito anos?
Ratinho Júnior – Enfrentamos diversos cenários e mostramos que o trabalho de um grande time fez a diferença nos últimos anos. Passamos pela pandemia com equilíbrio, organizamos as contas públicas e trabalhamos ao lado do setor produtivo e dos municípios.
E o Paraná cresceu muito. Alcançamos o maior PIB da nossa história, os maiores investimentos públicos em décadas e atraímos R$ 400 bilhões em novas indústrias. Temos a menor taxa de desemprego e políticas de cuidado com as pessoas.
O Paraná cresceu sem deixar que divergências políticas prejudicassem o nosso desenvolvimento. Focamos em parcerias técnicas para viabilizar obras, como o grande pacote com a Itaipu, que deu origem à nova Ponte da Integração, e as novas concessões, com R$ 60 bilhões em obras, em vez de alimentar confrontos ideológicos.
Esta também é uma gestão marcada por obras históricas, aguardadas há décadas pelos paranaenses. Destaco algumas das mais emblemáticas: a Ponte de Guaratuba, o Trevo das Cataratas, a duplicação da Rodovia dos Minérios e a modernização e ampliação estrutural do Porto de Paranaguá.
É a sensação de dever cumprido e de trabalho bem-feito.
Quais são as principais marcas que vão deixar a assinatura de Ratinho Junior no Paraná?
RJ – O resultado do Paraná no Ideb, que conquistou o 1º lugar nacional nas três etapas avaliadas da educação básica. Esse bom desempenho, assim como nos anos anteriores, é resultado de planejamento, inovação pedagógica e valorização dos profissionais da rede pública estadual.
Outra marca do nosso governo é a política de saúde descentralizada, que leva atendimento médico especializado e hospitais para mais perto da população. Entre novas obras e reformas, são 50 novos hospitais em todas as regiões.
Nosso objetivo é acabar com o chamado “turismo de ambulância”, evitando que pacientes precisem viajar por horas para conseguir consultas com especialistas ou cirurgias. Com isso, também reduzimos a sobrecarga dos hospitais de referência e fortalecemos a rede regional de atendimento.
Mais uma marca simbólica é o programa de concessões do Paraná, um modelo que priorizou a transparência, o preço justo e a garantia de obras. Após um modelo antigo e fracassado, que fizemos questão de enterrar, esse novo processo ocorreu com muito diálogo com o setor produtivo e a sociedade civil, para evitar problemas e garantir que os paranaenses tenham as melhores estradas do Brasil.
Outro marco foi a modernização e a ampliação do Porto de Paranaguá, decisivo para o crescimento econômico e para a atração de novas indústrias e investimentos. Ele era motivo de vergonha no passado. Agora, nosso complexo portuário foi eleito diversas vezes o mais eficiente do Brasil, resultado de investimentos públicos e privados.
O Moegão, por exemplo, é a maior obra portuária em andamento no país, com investimento de cerca de R$ 600 milhões. Também leiloamos todas as áreas ociosas e atraímos mais de R$ 5 bilhões em investimentos para os próximos anos.
Foi uma gestão municipalista?
RJ – Eu acredito na política municipalista, que respeita as cidades e escuta os prefeitos, aliada à destinação de recursos e à autonomia dos municípios. Um exemplo é o Asfalto Novo, Vida Nova, voltado a eliminar a poeira e a lama em municípios de pequeno porte por meio de repasses estaduais a fundo perdido.
Além da pavimentação, entregamos infraestrutura completa: galerias pluviais, calçadas acessíveis e iluminação em LED. Até agora, foram mais de 530 quilômetros de asfalto em mais de 180 municípios, com obras concluídas ou em estágio avançado.
Na mesma linha, temos o programa Estrada Boa, que investiu mais de R$ 3,5 bilhões para pavimentar e recuperar cerca de 2.600 quilômetros de estradas rurais em mais de 260 cidades. Esse investimento facilita o transporte das safras, melhora o tráfego de ônibus escolares e de veículos da saúde, além de facilitar o deslocamento dos moradores do campo. O objetivo é que 389 estradas sejam pavimentadas em todas as regiões do Paraná.
Outra prova da gestão municipalista é o número recorde de repasses e parcerias com os municípios. Esse crescimento demonstra o fortalecimento das relações institucionais e o empenho em ampliar o alcance das políticas públicas. No fim, o resultado é a melhoria da qualidade de vida da população.
O último levantamento do Ipardes mostra que 317 dos 399 municípios, ou mais de 79% do total, apresentam desempenho de médio a alto nas áreas de renda, educação e saúde. Nenhum município está no nível mais baixo do indicador.
O Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul e agora é a quarta maior economia do Brasil. Como essa mudança impacta o dia a dia dos paranaenses?
RJ – Impacta no resgate da autoestima. Somos o Estado que mais cresce no Brasil, gerando empregos, atraindo investimentos e criando novas oportunidades. Isso é resultado da reforma da máquina pública, somada ao planejamento de médio e longo prazo. É necessário ter estratégia de desenvolvimento e industrialização.
Hoje, somos a quarta economia do Brasil, porque mudamos a visão. Voltamos o olhar para aquilo que é a nossa vocação: a produção de alimentos. Em vez de apenas exportar grãos, passamos a industrializar e agregar valor. E, a partir do campo, temos capacidade de fomentar outras cadeias, como as de biogás e biometano.
Eu sou “pé-vermelho” com orgulho, nascido em Jandaia do Sul, e levei o nome do Paraná para o Brasil e o mundo, evidenciando seu potencial econômico, sua infraestrutura, o turismo e os programas sociais.
Outro reflexo é que mais turistas estão conhecendo as belezas do Paraná. No ano passado, o Estado recebeu 1 milhão de turistas internacionais, superando o recorde pré-pandemia de 2019.
Segurança pública é um tema nacional de grande relevância. Como você lidou com a questão?
RJ – Com investimento e seriedade. Estruturamos todas as forças de segurança, modernizamos carreiras, criamos a Polícia Penal, temos a Polícia Científica mais moderna do Brasil, demos independência ao Corpo de Bombeiros e promovemos uma atuação totalmente integrada entre as polícias Civil e Militar.
Contratamos mais de 8 mil novos profissionais e investimos quatro vezes mais do que no passado. Agora, temos blindados, helicópteros, fuzis, novas viaturas, armamentos de ponta, embarcações e câmeras com IA. Saímos de R$ 2 bilhões para R$ 8 bilhões em investimentos. Este é o governo que mais fez pela segurança pública.
Com isso, o Paraná reduziu os índices de criminalidade para os menores patamares dos últimos 20 anos. Não temos mais roubos a banco, e crimes patrimoniais, como furtos de celulares, estão nos menores patamares de todo o país. Damos segurança à população do campo e da cidade.
O PSD hoje administra mais de 200 prefeituras e tem a maior bancada de deputados federais. Nesta reta final de mandato, o Senhor acha que construiu uma nova força política no Estado e que tem potencial para fazer o sucessor?
RJ – Nosso governo prezou, desde o primeiro dia, pelo diálogo e pela transparência, mantendo os debates ideológicos centrados em Brasília. E Sandro Alex, meu candidato, sempre esteve no centro da nossa gestão. Nesses sete anos e meio, construí uma relação de parceria com os municípios e com as lideranças políticas locais, que foram fundamentais para destravar obras importantes.
Afastar a polarização política do Paraná permitiu que novos investimentos chegassem ao Estado e impulsionou o PIB paranaense. Nós focamos em entregas e no funcionamento da máquina pública. Minha prioridade sempre foi uma gestão inovadora, humana e comprometida com o desenvolvimento social e econômico do Estado.
É por isso que Sandro Alex é o caminho da segurança, que vai fazer o Paraná manter o ritmo. A médio prazo, podemos ser a terceira maior economia do Brasil. Mas, para isso, não podemos perder tempo com burocracias, atrasos e disputas que só servem a egos pessoais.
Sobre a ADIPR
A ADIPR – Associação dos Jornais e Portais do Paraná – congrega 50 veículos de comunicação, entre jornais impressos e portais de notícias, distribuídos pelo Estado.
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