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LÉO JUNIOR NOTÍCIASBlogPOLICIALMorador feito refém por ‘Dog Dog’ relata como o suspeito foi morto em confronto policial: ‘Fiquei traumatizado’

Morador feito refém por ‘Dog Dog’ relata como o suspeito foi morto em confronto policial: ‘Fiquei traumatizado’

Clayton Antônio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” e “Sagaz”, suspeito de envolvimento no desaparecimento das primas Stella Dalva Melegari e Letycia Garcia Mendes, morreu na manhã desta sexta-feira, 21, após um confronto com policiais em Mandaguari, na região de Maringá. Durante a ação policial, ele invadiu uma casa e fez o morador de refém.

O morador é o empresário Adriano Donizete de Oliveira, que mora com o filho em um casa próxima ao local onde Clayton estava escondido. O suspeito fugiu correndo após a chegada dos policiais e invadiu a casa de Adriano. Segundo o morador, Clayton entrou pelos fundos da casa, arrombou o portão e uma porta e o fez de refém utilizando um garfo de churrasco.

Foto: Reprodução/Portal Agora

As equipes do TIGRE, DENARC e policiais civis de Cianorte conseguiram chegar até o imóvel e, durante a ação, Clayton foi atingido e morreu no local.

Ainda conforme o relato de Adriano, o suspeito estava usando shorts e camiseta e foi morto no banheiro da casa, enquanto segurava o morador como refém. Adriano disse não ter visto se Clayton estava armado. Ele também não sabia que um foragido, procurado pela Interpol, estava escondido em sua vizinhança.

Confira o relato de Adriano:

— Ele só falava assim, “abre o portão”. Eu falei, “o que que tá acontecendo?”. “Abre o portão”. Aí eu abri o portão pelo controle, lá da cozinha mesmo, e ele saiu pra fora. Só que eu tava fechando o portão, ele veio e arrombou o portão e correu pra dentro do quintal de novo. Aí eu fui trancar a porta da cozinha e ele estourou a porta. Aí ele abriu a gaveta da minha pia, pegou um garfo de assar carne e me pegou como refém. Me puxou pro banheiro. Aí o pessoal da TIGRE chegou, falou pra ele abaixar a arma. Ele não abaixava. Deram disparo nele e mataram ele. Não vi [se ele estava armado]. Ele tava de shorts e camiseta. Eu fiquei traumatizado, eu tava acordando, ia fazer um café pra ir trabalhar, mas ele entrou pelo fundo. Moram eu e meu filho. Não fazia ideia de quem era. Eu escutei o drone a hora que eu levantei e eu falei assim, “mas quem tá roçando grama uma hora dessas?”. Mas nem imaginei o que era. Eu achei que era briga de rua, mas eu não sabia o que que tava acontecendo — relatou Adriano em entrevista à imprensa.

A ocorrência mobilizou equipes especializadas da segurança pública e está diretamente relacionada às investigações sobre o desaparecimento das primas de Cianorte.

Foto: Plantão Maringá

O que se sabe sobre o caso até agora

As apurações indicam que as primas saíram de casa em Cianorte na noite de 20 de abril. Horas depois, o grupo seguiu para Paranavaí, onde as vítimas foram vistas pela última vez em uma casa noturna na madrugada do dia 21.

Imagens de segurança registraram a presença das primas no local, e o último sinal de atividade de uma das vítimas em aplicativo de mensagens ocorreu por volta das 3h17 daquela madrugada. Antes do desaparecimento, o trajeto do grupo também incluiu passagem por Jussara, onde uma das jovens fez uma postagem em rede social informando sobre o deslocamento.

Fuga e investigação do suspeito

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria retornado sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, já sem a caminhonete utilizada na noite do desaparecimento. Em seguida, abandonou o celular, passou a utilizar uma motocicleta e foi identificado por radares na região de Maringá antes de desaparecer.

A polícia também apura que ele utilizava nome falso e circulava com veículo possivelmente clonado na região.

Foto: Reprodução

Prisão de investigada e novas diligências

Durante as investigações, uma mulher de 23 anos, apontada como ex-companheira do suspeito, foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista. Ela é suspeita de prestar apoio financeiro e logístico para a fuga.

Em outra frente de investigação, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca em Mandaguari, após denúncias de que um imóvel na cidade poderia estar ligado ao suspeito. A ação contou com apoio da Polícia Penal do Paraná. Segundo apuração, a conta de energia do imóvel estaria registrada no nome do investigado, mas nenhum material ilícito foi encontrado no local.

Buscas seguem em áreas rurais

Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica também realizaram buscas em áreas rurais de Paraíso do Norte, com uso de drones e tecnologia de varredura no solo. Até o momento, porém, não houve confirmação de novas pistas conclusivas.

Com informações do Plantão Maringá.

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