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LÉO JUNIOR NOTÍCIASBlogPOLICIALComo a polícia chegou ao local onde estavam enterradas as primas desaparecidas no Paraná

Como a polícia chegou ao local onde estavam enterradas as primas desaparecidas no Paraná

Depois de quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná localizou nesta sexta-feira, 21, os corpos de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, enterrados em uma área rural de Paraíso do Norte, no Noroeste do Estado. As informações repassadas por um possível comparsa do principal suspeito foram decisivas para indicar aos investigadores o ponto onde as primas desaparecidas estavam.

Corpos das primas desaparecidas foram localizados nesta sexta-feira, 21. Foto: Reprodução/PRF

A localização ocorreu no mesmo dia em que Clayton Antônio da Silva Cruz, conhecido como “Dog Dog” ou “Sagaz”, apontado como principal suspeito pelo desaparecimento das primas, morreu durante uma operação policial em Mandaguari.

Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de Cianorte com destino a uma festa em Paranavaí. As duas foram vistas pela última vez na companhia de Clayton. Desde então, a Polícia Civil passou a investigar a possibilidade de que as jovens tivessem sido vítimas de um duplo homicídio.

Região já era investigada pela Polícia Civil

A área rural de Paraíso do Norte não era desconhecida dos investigadores. Em junho, equipes da Polícia Civil já haviam realizado buscas no município utilizando cães farejadores, drones e equipamento de Radar de Penetração no Solo (GPR).

Na ocasião, a polícia informou que os locais vistoriados haviam sido definidos com base em denúncias, levantamentos técnicos e informações de inteligência. Apesar das buscas, os corpos não foram encontrados naquele momento.

Com o avanço da investigação e a obtenção de novas informações, a atenção dos policiais voltou para a região.

Informação de possível comparsa foi decisiva

A localização dos corpos aconteceu durante uma operação deflagrada nesta sexta-feira para cumprir mandados e localizar suspeitos ligados ao caso.

Enquanto equipes da Polícia Civil procuravam Clayton em Mandaguari, policiais cumpriam um mandado de prisão contra um possível comparsa dele em Umuarama.

Segundo informações apuradas, o homem preso forneceu aos investigadores informações consideradas fundamentais para identificar o ponto exato onde as jovens haviam sido enterradas.

A partir desses dados, as equipes foram até uma área rural de Paraíso do Norte e localizaram os corpos das duas primas, encerrando uma das principais etapas da investigação, que durante quatro meses teve como um dos maiores desafios descobrir onde estavam Letycia e Sttela.

Dog Dog tentou fugir antes de morrer em confronto

A operação que resultou na localização dos corpos também terminou com a morte de Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos.

O suspeito estava escondido em um imóvel em Mandaguari quando os policiais chegaram para cumprir a ordem de prisão. Segundo as informações apuradas, ele tentou fugir pelos fundos da residência e chegou a passar pelos telhados de casas vizinhas.

A movimentação foi acompanhada por um drone equipado com câmera térmica.

Durante a fuga, Clayton entrou na casa de um vizinho e fez o morador refém. Armado com um garfo de churrasco, ele teria colocado o objeto contra o pescoço da vítima e se escondido dentro do banheiro.

Equipes do Grupo Tigre, da Polícia Civil, entraram no imóvel para realizar o resgate. Houve confronto, Clayton foi baleado e morreu no local. O morador foi retirado da residência em segurança.

Suspeito era investigado por outros crimes

Além do desaparecimento das primas, Clayton e o homem preso nesta sexta-feira são investigados por envolvimento em uma série de roubos contra propriedades rurais nas regiões Noroeste e Norte do Paraná.

Em um dos crimes, ocorrido no início deste mês, uma família de produtor rural teria sido mantida refém. Os criminosos levaram aproximadamente R$ 400 mil em joias de ouro e uma caminhonete.

Com a prisão do possível comparsa e as novas informações obtidas durante a investigação, a Polícia Civil deverá aprofundar a apuração sobre esses crimes.

Quatro meses de buscas pelas primas desaparecidas

Imagens de câmeras de segurança registraram Letycia e Sttela ao lado de Clayton em uma boate de Paranavaí, na madrugada de 21 de abril. Depois daquele momento, as jovens não foram mais vistas.

Ao longo de quatro meses, os investigadores analisaram imagens, receberam denúncias, levantaram informações de inteligência e realizaram buscas em diferentes pontos do Noroeste do Paraná.

Agora, a localização dos corpos abre uma nova etapa da investigação. A Polícia Civil deverá trabalhar na reconstrução da dinâmica do crime, na identificação da participação de cada suspeito e na tentativa de esclarecer como as duas jovens foram mortas e enterradas.

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