A Polícia Civil de Paranacity deflagrou na manhã desta segunda-feira, 3, a Operação Fortuna II, cumprindo mandados de busca e apreensão, bloqueio, sequestro e arresto de bens e valores pelos crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica, crimes tributários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
As investigações tiveram início há um ano, após uma denúncia feita por uma empresa do ramo agroflorestal informar que foi vítima de diversos crimes. Durante as investigações, foram apurada emissões de notas fiscais “frias”, que são aquelas emitidas sem a entrega do produto ou prestação do serviço. As notas também eram superfaturadas, gerando pagamento indevidos por parte da empresa de aproximadamente R$ 2,3 milhões. Esses crimes foram cometidos entre os anos de 201’9 e 2025.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema era arquitetado por uma funcionária da empresa, de 53 anos, que atuava como coordenadora financeira da empresa nas unidades de Jardim Olinda e Paranapoema. Ela se aproveitava da confiança dos proprietários para cometer os crimes. Entre as irregularidades apuradas pela polícia, destacam-se:
- Faturamentos desproporcionais de insumos: aquisição simulada de sacos de ração para cães e medicamentos veterinários; compra de produtos em mercado, superfaturados; aquisição de cestas básicas com valores de até R$ 2.000,00.
- Inconsistência de combustíveis: lançamento de despesas de combustível equivalentes a um consumo irreal.
- Superfaturamento de autopeças e serviços mecânicos: direcionamento de 1 milhão para a empresa do fornecedor e esposo da investigada, funcionária da empresa, sem autorização do setor responsável pela frota e com emissão de notas genéricas ou sem prestação real.
Durante as investigações, a Polícia Civil conseguiu a quebra do sigilo bancário da funcionária e do marido e suspeitou após repasses incompatíveis com as rendas, como evolução patrimonial rápida e creditação financeira diretamente nas contas pessoais de valores aproximados de R$ 700 mil de cheques de clientes e da própria empresa.
A Polícia também identificou a participação de outras duas funcionárias, que atuavam nos cargos de assistentes administrativas da empresa. Elas atuavam no lançamento das notas fiscais frias e cederam as suas contas bancárias para movimentações financeiras. Dois prestadores de serviços também foram realizaram transferências bancárias irregulares.
Após a conclusão do inquérito as sete pessoas envolvidas, sendo três funcionários e quatro fornecedores, tiveram bloqueio das contas, sequestro e arresto de bens.
Segundo a Polícia ivil, as investigações continuam e agora buscam apurar a responsabilidade de demais empresas e fornecedores que eventualmente mantiveram transações comerciais suspeitas ou concorreram para o crime de lavagem de dinheiro.
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