LÉO JUNIOR NOTÍCIAS

ULTIMAS NOTÍCIAS

02:24 AM

Seja bem vindo ao nosso Portal de Notícias. Anúncie sua empresa ou seu negócio aqui conosco e veja sua empresa decolar.

Nosso Contato:

Seja bem vindo ao nosso Portal de Notícias. Anúncie sua empresa ou seu negócio aqui conosco e veja sua empresa decolar.

Nosso Contato:

LÉO JUNIOR NOTÍCIASBlogCIDADELukas: 15 anos sem a pena mais afiada (e divertida) de Maringá

Lukas: 15 anos sem a pena mais afiada (e divertida) de Maringá


Tempo de leitura: 3 min

Quem viveu a Maringá dos anos 90 e 2000 certamente tem guardada na memória aquela folheada rápida no O Diário do Norte do Paraná  só para procurar o cantinho da página dois  onde ele brilhava. Neste mês, completam-se 15 anos da partida de Marcos César Lukaszewigz, o eterno Lukas  (1962 – 2011).

O sobrenome polonês com pinta de trava-língua virou “Lukas” por conselho de ninguém menos que Jaguar, o lendário editor do Pasquim. Quando o jovem desenhista nascido em Mandaguari mandou seus rabiscos para o mestre, ouviu a direta: era melhor resumir a assinatura ou ele ostentaria “o nome mais impronunciável do Paraná”. Deu certo. O traço rápido, o humor corrosivo e a ética afiada ganharam a cidade.

Quem não se lembra da sua galeria de tipos inesquecíveis?

Noca – quase o alter ego de Lukas. Um dos mais populares personagens da pequena galeria.

Vagauzinho: O anti-herói sacana e apaixonante que nasceu como uma sátira a um mascote político. Era a voz dos desabafos do próprio Lukas sobre o Brasil — e que acabou largando o cigarro a pedido do autor, em respeito à garotada.

 

Argemiro e Odenilson dos Santos: Retratos do paranaense típico, sempre acompanhados de fumo e com aquele toque surreal de humor nonsense.

 

Os Mendigos e o Vô: Figuras do cotidiano que ganhavam humanidade e ironia nas tiras.

Lukas não era fã de badalações. Reservado, dividia seu tempo fora das redações entre os videogames e as leituras de Bukowski e Jack Kerouac. Mas, no papel, o papo era outro: virou tema de redação de vestibular da UEM, lançou livros marcantes como “O que vier eu traço” e “Demos Graças”, e deixou os políticos locais em constante estado de alerta com suas charges certeiras.

O câncer no pescoço nos tirou o cartunista precocemente em agosto de 2011, aos 49 anos. Hoje é lembrado por uma legião de fãs e por uma slaa  no Centro de Ação  Cultural Márcia Costa. 

 Mas a verdade é que, mesmo 15 anos depois, o olhar ágil de Lukas continua vivo na identidade cultural e na história do jornalismo paranaense. A gente segue por aqui, dando graças por cada traço.

Eu adoro boteco. Eu tomo cerveja, tubaina, sodinha… Eu amo boteco e seus frequentadores. Eu pago cigarro, pinga e cerveja para alguns. Pipoca, paçoquinha, pra garotada. Sempre com dinheiro, ganho com meu trabalho.

Eu adoro os pedreiros, pintores, coletores de lixo, catadores de recicláveis, mulheres com suas criancinhas e suas carroças cheias de papelão, andarilhos. Eu cultuo essa gente. São meus.

Dos meus dias de fome, dos meus dias de luta e meses de choro, à cada noite, quando deitava no colchão com a barriga vazia. Tempos de sofrimento, tempo de mandar tudo à merda e desistir.

O pouquinho que tenho hoje eu reparto com esse pessoal aí.

Eles são os meus escolhidos. Meus mentores, meus mestres, meus iguais. E não tenho vergonha nenhuma de amá-los.

Lukas (1962 – 2011) 

Em 2011, Kaltoé –  outro grande cartunista de Maringá – fez essa homenagem. É o nosso Lukas sendo recepcionado por diversos personagens de outros cartunistas famosos.

Lukas em foto de Antonio Roberto de Paula

Sala de Exposições Lukas no Centro de Ação Social Marcia Costa



Source link

Compartilhe:

Posts Relacionados