A construção dos novos Prontos Atendimentos Municipais (PAMs) da Zona Leste e da Zona Oeste de Maringá enfrenta um sério impasse em sua fase inicial. A construtora Embracol Obras Ltda., de Santa Catarina, venceu o certame licitatório ao apresentar um desconto agressivo no valor global, mas agora demonstra dificuldades financeiras e ameaça abandonar as obras antes do cumprimento integral do contrato.
A licitação foi aberta no primeiro semestre, com publicação do edital em 14 de maio e abertura de propostas em 3 de junho. Inicialmente, o teto orçamentário previsto pela Prefeitura de Maringá era de R$ 13,8 milhões. No entanto, a empresa arrematou ambos os lotes por R$ 10,39 milhões. O PAM da Zona Leste, localizado na Rua Henoch Vieira de Quental, no Loteamento Bom Jardim, foi homologado por R$ 4,87 milhões. Já o PAM da Zona Oeste, situado na Rua Bem-Te-Vi, nº 1096, no Jardim Everest, foi arrematado por R$ 5,52 milhões.
Cada unidade contará com cerca de 812 m² de área construída, seguindo o projeto padrão do Governo do Estado do Paraná, responsável pela viabilização dos recursos. As estruturas preveem alvenaria, concreto armado e cobertura metálica, com prazo de execução estipulado em 480 dias.
Apesar de a ordem de serviço para a unidade da Zona Oeste ter sido assinada em setembro e ter os trabalhos iniciados no canteiro de obras, o andamento na Zona Leste encontra-se travado por indefinição da contratada. O Secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, explica: “As obras no PAM da Zona Oeste foram iniciadas e estão em andamento. Já do PAM da Zona Leste, eles ainda não devolveram a documentação. Nossa preocupação é que o desconto foi expressivo para a realização da obra”.
A construtora tem até o início de novembro para entregar a documentação pendente e regularizar a situação contratual da Zona Leste. Caso a empresa não cumpra o prazo ou oficialize a desistência, a administração municipal convocará a segunda colocada na licitação para assumir os trabalhos. Diante do risco de paralisação e atrasos na entrega dos serviços de saúde, o prefeito Silvio Barros cumpre agenda oficial em Curitiba já que a verba para a construção das unidades é repassada pelo Governo do Estado do Paraná.


