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LÉO JUNIOR NOTÍCIASBlogCIDADECom quase mil pessoas cadastradas em situação de rua, Maringá aprova plano com metas até 2028

Com quase mil pessoas cadastradas em situação de rua, Maringá aprova plano com metas até 2028


Tempo de leitura: 2 min

O número de pessoas em situação de rua cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) em Maringá passou de 14, em 2012, para 994 em fevereiro de 2026. Os dados constam no Plano Municipal de Atendimento à População em Situação de Rua (2026-2028), aprovado por meio do Decreto nº 1.329/2026. O documento estabelece ações para ampliar o atendimento nas áreas de saúde, assistência social, habitação, trabalho e direitos humanos.

O diagnóstico mostra que 91% das pessoas cadastradas são homens e que a maior concentração está na faixa etária de 25 a 44 anos. Entre os principais motivos informados para a situação de rua estão conflitos familiares, apontados por 412 pessoas, e o desemprego, citado por outras 402. Atualmente, a rede municipal conta com 120 vagas de acolhimento.

Em nota ao Maringá Post, a Prefeitura de Maringá informou que o aumento dos registros reflete tanto a ampliação das ações de cadastramento quanto o crescimento da população em situação de rua.

Segundo a administração, a intensificação da busca ativa, os mutirões de cadastramento e fatores como a pandemia, o agravamento das vulnerabilidades sociais e o fluxo migratório contribuíram para esse cenário. Além disso, a prefeitura afirmou que, entre 2024 e 2025, houve estabilização no número de pessoas cadastradas.

Plano prevê mudanças em saúde, moradia e trabalho

Documento aprovado pela Prefeitura de Maringá estabelece metas para fortalecer a rede de atendimento à população em situação de rua até 2028. Foto: Mariana Parma/Maringá Post.

Entre as medidas previstas está a conclusão do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III), a implantação de uma nova equipe do Consultório na Rua e a oferta de atendimento odontológico semanal no Centro Pop.

Na área da assistência social, o plano prevê a reforma e ampliação do Centro Pop, incluindo lavanderia, novos banheiros e ampliação do horário de funcionamento, além da criação de um Banco Municipal de Alimentos e de uma Cozinha Comunitária.

Na política habitacional, uma das principais novidades é a reserva de 3% das unidades de programas habitacionais de interesse social para pessoas em situação de rua. O documento também prevê a implantação do projeto Moradia Primeiro (Housing First), que oferecerá 30 unidades habitacionais com acompanhamento especializado entre 2027 e 2028.

Já na área de trabalho e renda, o município pretende ampliar o acesso ao mercado formal por meio de atendimento semanal da Agência do Trabalhador no Centro Pop.

Questionada pelo Maringá Post sobre a execução das medidas, a prefeitura informou que o plano não contará com um orçamento exclusivo. Segundo a administração, os recursos serão previstos pelas secretarias responsáveis por cada ação. No caso da Secretaria de Assistência Social, Políticas sobre Drogas e Pessoa Idosa, o planejamento orçamentário para 2027 ainda está em elaboração.

O plano terá vigência até 2028 e será acompanhado pelo Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População em Situação de Rua (CIAMPRua), responsável por monitorar o cumprimento das metas previstas.



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