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Prefeitura de Maringá estima gastar R$ 600 mil em recompensas por denúncias de pontos de tráfico de drogas em 2026

guarda municipal

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A Prefeitura de Maringá estima gastar, em 2026, aproximadamente R$ 600 mil com o pagamento de recompensas por denúncias de munícipes que levem as autoridades até pontos de tráfico de drogas. O “Programa de Incentivo à Cidadania Ativa”, criado pelo Executivo, foi aprovado na Câmara Municipal em julho deste ano.

De acordo com o projeto, apelidado de ‘Programa Dedo Duro’, o objetivo da iniciativa é “estimular a participação ativa da população na proteção da cidade, por meio do envio de denúncias que possam auxiliar órgãos públicos na identificação e responsabilização de possíveis infratores”.

Conforme o texto, além de pontos de tráfico de drogas, as recompensas também serão destinadas a denunciantes de furtos de fiação de energia, de pichações em locais não autorizados, de vandalismo em prédios públicos e de descarte irregular de resíduos. Os valores, no entanto, só serão pagos caso a denúncia leve as autoridades aos possíveis infratores.

O valor das recompensas não foi especificado no texto aprovado pelos vereadores, bem como os canais de denúncia, ponto que causou polêmica na época da votação. Dias depois do projeto passar pelo legislativo, o prefeito Silvio Barros (PP) foi às redes sociais e anunciou que o valor de cada recompensa será de R$ 1 mil.

“Toda vez que um cidadão identificar, fotografar, filmar uma pessoa realizando descarte irregular de lixo, roubando fios ou fazendo qualquer prática de vandalismo, quando a denúncia permitir as autoridades chegarem aos responsáveis, a Prefeitura pagará uma recompensa de R$ 1 mil. É um estímulo a cidadania ativa na nossa cidade para que possamos morar na Maringá que todos nós sonhamos”, disse o chefe do Executivo na ocasião.

Cinco meses após a aprovação, no entanto, o projeto ainda não foi regulamentado. Ao Maringá Post, a Prefeitura de Maringá informou que a regulamentação ocorrerá ainda este ano. Por meio de nota oficial, o município também afirmou que, neste primeiro momento, os cálculos do Executivo estimaram um gasto aproximado de R$ 600 mil no decorrer do ano que vem, primeiro ano de implantação do programa. Os recursos serão oriundos de fonte livre.

“Por se tratar do primeiro ano de execução do programa, ainda não existe um conjunto de dados ou parâmetros concretos que permitam calcular com precisão o valor necessário para financiar o programa”, escreveu o município em um trecho da nota. Leia na íntegra abaixo:

“A fonte dos recursos para o Programa de Incentivo à Cidadania Ativa será do orçamento de recursos livres do município. Por se tratar do primeiro ano de execução do programa, ainda não existe um conjunto de dados ou parâmetros concretos que permitam calcular com precisão o valor necessário para financiar o programa. No cálculo de impacto realizado para a regulamentação da lei, o município considerou uma estimativa de aproximadamente R$ 600 mil para 2026. A Prefeitura reforça que o planejamento é conduzido de forma responsável, garantindo a viabilidade e a devida implementação do programa.”