A Petrobras aumentou em 13,9%, a partir desta terça-feira (1º), o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste representa um acréscimo de aproximadamente R$ 0,68 por litro em relação ao preço de agosto.
Com o novo aumento, o QAV acumula uma alta de 53,3% em 2026, ou R$ 1,94 por litro a mais do que o valor praticado em dezembro do ano passado.
A Petrobras afirma que o reajuste acompanha a elevação das cotações internacionais do combustível, influenciadas principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Combustível pesa no custo das aéreas
O querosene é um dos principais gastos das companhias aéreas. Por isso, quando o combustível sobe, aumenta a pressão sobre os custos de operação dos voos.
Isso não significa que a passagem subirá automaticamente 13,9%. O preço da passagem depende também da procura, concorrência, ocupação dos aviões, câmbio, impostos e época do ano.
As empresas podem absorver parte do aumento para evitar perder passageiros ou repassar gradualmente o custo para os bilhetes.
Impacto pode aparecer nos próximos meses
O efeito para o consumidor tende a ser percebido principalmente nas novas tarifas colocadas à venda. Em períodos de maior procura, como feriados e férias, a possibilidade de repasse pode ser maior.
O aumento deste mês também ocorre depois de fortes reajustes registrados ao longo de 2026, tornando o cenário mais preocupante para as companhias.
Para tentar diminuir o impacto financeiro da alta, a Petrobras informou que retomará em setembro um programa que permite às distribuidoras parcelar o reajuste do QAV em três meses.
O que o passageiro deve esperar
Não existe, neste momento, uma previsão de aumento igual para todas as passagens aéreas. Um voo que custa R$ 500, por exemplo, não necessariamente passará a custar R$ 569.
O preço é formado por vários componentes e muda conforme a data da viagem, horário, destino e procura.
Mas uma coisa é clara: com o QAV 53,3% mais caro no acumulado do ano, as companhias aéreas terão mais um desafio para controlar seus custos.
Para o passageiro, isso significa que encontrar tarifas promocionais pode ficar mais difícil, especialmente se os preços internacionais do petróleo e dos combustíveis de aviação continuarem pressionados.


