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No último ano, apenas 54,51% das mulheres que se casaram no Paraná adotaram o sobrenome do marido. O resultado representa o menor índice desde 2003, quando o Código Civil passou a permitir diferentes arranjos de sobrenome no casamento. Naquele ano, a prática ocorria em 77,7% das uniões.
Dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Paraná (Arpen/PR) mostram que, entre os 60.341 casamentos registrados no estado em 2024, 32.893 resultaram na adoção do sobrenome do marido. Em 2003, eram 38.899 casos em um total de 50.065 celebrações.
A entidade avalia que os números refletem mudanças sociais e maior liberdade de escolha após a edição do Código Civil. Segundo o presidente da Arpen/PR, Cesar Augusto Machado de Mello, a decisão sobre alterar ou não o sobrenome passou a ser vista como expressão de individualidade.
A inclusão do sobrenome da mulher pelo marido continua rara: representou 0,62% dos casamentos mais recentes, somando 374 registros. Em 2003, eram apenas 70 casos.
Outra tendência em alta é a manutenção dos nomes de solteiro pelos dois cônjuges. A opção aparece em 39,79% dos casamentos realizados no último ano, patamar mais alto da série histórica. Em 2003, respondia por 30,14% das celebrações.
A possibilidade de ambos acrescentarem sobrenomes também cresceu. A prática, que era de 0,2% em 2003, chegou a 5,08% em 2024, totalizando 3.063 ocorrências.
Mudanças recentes na legislação, como a Lei Federal 14.382/22, ampliaram as opções de alteração de sobrenome. A norma permite inclusão ou exclusão a qualquer tempo, mediante comprovação de vínculo familiar, além de ajustes decorrentes de casamento ou divórcio.





