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Lei sugere criação de fundo municipal para gerenciar milhas acumuladas em viagens de agentes da Prefeitura de Maringá

Lei sugere criação de fundo municipal para gerenciar milhas acumuladas em viagens de agentes da Prefeitura de Maringá

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Um projeto de lei protocolado nessa segunda-feira (9), na Câmara de Maringá, quer determinar a criação de um fundo municipal para gerenciar as milhas aéreas acumuladas em decorrência de viagens de agentes da Prefeitura. A iniciativa é de autoria da vereadora Professora Ana Lúcia (PDT).

De acordo com o texto, que ainda passará pelo setor de redação do legislativo, o objetivo da iniciativa é que as milhas acumuladas sejam trocadas em novas passagens, estas destinadas para iniciativas de cunho social. O texto cita, diretamente, a concessão de passagens para atletas amadores em competições, estudantes em participação de eventos culturais e pessoas em tratamento de saúde.

O projeto não especifica a forma de gestão das milhas. Em contato com a reportagem, o jurídico da vereadora citou exemplos de outras cidades do Brasil ao argumentar que o município pode fazer a contratação de uma empresa especializada em compra e venda de milhas áereas. A regulamentação, no caso, ficaria a cargo do Executivo.

Formalmente, o texto ainda precisa ser redigido e receber aval da Procuradoria Jurídica antes de começar a tramitar nas Comissões. Uma data de votação em plenário ainda não está prevista.

Procurada pelo Maringá Post, a Prefeitura de Maringá informou que não realiza o acúmulo de milhas aéreas em razão das viagens dos agentes públicos. Conforme o Executivo, “programas de milhagem são contratos de natureza privada, firmados diretamente entre a companhia aérea e a pessoa física que realiza o voo, de forma facultativa”.