Mais de três décadas após a morte de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, um novo estudo científico voltou a levantar dúvidas sobre as circunstâncias do caso. O músico morreu em 5 de abril de 1994, aos 27 anos, e a investigação oficial conduzida pelo Gabinete do Médico Legista do Condado de King concluiu que se tratava de suicídio por ferimento com espingarda. No entanto, um artigo publicado no International Journal of Forensic Science sugere que as evidências podem ter sido interpretadas de forma equivocada.
O estudo foi elaborado por um grupo de sete cientistas, que analisaram dados disponíveis do caso e argumentam que há inconsistências médicas e circunstanciais na versão oficial. Segundo a investigação original, Kurt Cobain teria injetado uma quantidade de heroína cerca de dez vezes superior à normalmente consumida até por usuários pesados antes de efetuar o disparo fatal. Para os pesquisadores, esse ponto levanta questionamentos sobre a capacidade física do músico de realizar determinadas ações após o consumo da droga.
Entre os aspectos destacados está a organização dos objetos utilizados para o consumo da substância. De acordo com o estudo, seringas com tampa, cotonetes e pedaços de heroína teriam sido encontrados guardados e organizados após a morte de Kurt Cobain, algo que os autores consideram incompatível com um cenário de overdose seguida de disparo de arma de fogo.
Apesar das novas análises, o Instituto Médico Legal afirmou, segundo o jornal britânico Daily Mail, que o caso não será reaberto no momento. A morte de Kurt Cobain segue oficialmente registrada como suicídio, embora continue sendo tema de debates e teorias entre fãs, especialistas e pesquisadores desde a década de 1990.





