Imagens de segurança mostram Everton de Jesus da Silva Gusmão, apontado como principal suspeito do feminicídio, comprando um galão de gasolina enquanto o corpo de Laís Gomes dos Santos já estaria dentro do veículo.
Imagens de uma câmera de segurança de um posto de combustíveis podem ajudar a esclarecer os últimos passos de Everton de Jesus da Silva Gusmão, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito da morte da namorada, Laís Gomes dos Santos, de 35 anos, encontrada parcialmente carbonizada em uma área rural de Itambé, no norte do Paraná.
O registro mostra o momento em que Everton para no estabelecimento, compra um galão de gasolina e, posteriormente, segue viagem em direção a Itambé. Segundo a investigação, o corpo de Laís já estaria dentro do veículo naquele momento.
A gravação passou a ser considerada uma das peças importantes para reconstruir a sequência dos acontecimentos após a morte da vítima.
Suspeito aparece tranquilo e usando o celular
Nas imagens, Everton chega ao posto e desce do veículo para comprar o galão. Durante a permanência no estabelecimento, ele aparece utilizando o celular e, em determinado momento, aparenta estar falando ao telefone.
Na sequência, o suspeito se dirige à conveniência do posto para realizar o pagamento. Pouco depois, deixa o local e segue viagem. A movimentação chamou a atenção dos investigadores principalmente pela compra da gasolina e pela proximidade temporal com o abandono do corpo de Laís.
De acordo com a apuração policial, o homem teria saído de Floresta, onde ocorreu a possível agressão contra a vítima, e seguido em direção a Itambé. O corpo foi posteriormente localizado em uma área rural, às margens da PR-546, parcialmente carbonizado.
A polícia trabalha com a possibilidade de que a gasolina comprada no posto tenha sido utilizada para provocar a carbonização do corpo. Essa hipótese, no entanto, depende da conclusão dos exames periciais.
Briga aconteceu antes da parada no posto
As investigações apontam que a morte de Laís teria ocorrido após uma discussão na residência da vítima, em Floresta. Na noite de segunda-feira (10), vizinhos relataram ter ouvido pedidos de socorro vindos da casa e acionaram a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram o imóvel vazio. No local, porém, havia manchas de sangue e outros indícios que levantaram a suspeita de que um crime havia ocorrido.
A partir daí, as equipes iniciaram buscas pela mulher em diferentes pontos de Floresta, incluindo o hospital municipal, bairros da cidade e estradas rurais. Horas depois, o corpo com características compatíveis com as da vítima foi encontrado em uma área rural de Itambé, município localizado a aproximadamente 12 quilômetros de Floresta.
Corpo foi encontrado parcialmente carbonizado
Laís foi localizada morta e com o corpo parcialmente carbonizado. A suspeita inicial é de que ela tenha sido vítima de golpes de faca, mas a causa exata da morte depende dos exames periciais. A localização do corpo e as condições em que ele foi encontrado dificultaram a identificação imediata da dinâmica do crime.
A Polícia Civil passou a reunir informações sobre o deslocamento do veículo utilizado pelo suspeito, depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança para reconstruir o trajeto feito após a possível morte da vítima.
Nesse contexto, o vídeo registrado no posto de combustíveis ganhou relevância por mostrar o suspeito adquirindo justamente o combustível que pode ter sido utilizado posteriormente para carbonizar o corpo.
Suspeito fugiu para São Paulo após o crime
Após o crime, Everton teria seguido em direção ao estado de São Paulo. Segundo o delegado Gustavo Mendes Marques de Brito, as forças de segurança conseguiram monitorar o deslocamento do veículo utilizado pelo suspeito e repassaram as informações às autoridades paulistas.
“Conseguimos monitorar o carro dele, com destino a São Paulo. Ele é natural de Jacareí, interior de São Paulo, então possivelmente ele estava indo para aquele local. Foi alertado para todas as forças de segurança de São Paulo”, detalhou o delegado.
O homem acabou localizado e preso em Arujá (SP), durante uma abordagem policial, enquanto tentava deixar o Paraná.
Segundo a Polícia Civil, Everton já tinha antecedentes relacionados à violência doméstica contra outra mulher com quem havia se relacionado. Ele permaneceu preso até fevereiro e, posteriormente, foi colocado em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
A polícia também informou que o relacionamento com Laís era recente e que os dois estavam juntos havia aproximadamente dois meses. Eles não moravam juntos.
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