Rodolfo Rodrigo Notario, de 38 anos, morreu na madrugada desta terça-feira, 1º, na Santa Casa de Maringá, onde estava internado desde que foi vítima de um grave atropelamento. A morte foi confirmada pela família. Com o óbito, a investigação conduzida pela Polícia Civil passa a analisar uma nova perspectiva em relação à tipificação do crime.
O inquérito é conduzido pelo delegado de trânsito Francisco Caricati. Segundo a atualização repassada à reportagem, a partir da morte de Rodolfo, a investigação deverá considerar todos os elementos já reunidos no procedimento, incluindo boletins de ocorrência, laudos e demais informações relacionadas ao atropelamento.
A mudança ocorre porque Rodolfo, que inicialmente era vítima de um atropelamento com lesões graves, não resistiu aos ferimentos. Com a confirmação da morte, a Polícia Civil passa a avaliar a possível alteração da tipificação do crime.
De acordo com o delegado, “a perspectiva agora muda em relação à tipificação do crime”, que passa a ser analisada diante da possibilidade de enquadramento como homicídio, considerando as circunstâncias do caso e os elementos que serão reunidos no inquérito.
A definição da tipificação, no entanto, depende da análise técnica e jurídica de todas as circunstâncias do acidente. Boletins, laudos médicos, perícias e demais informações deverão ser considerados pela investigação antes da conclusão do procedimento.
Estado de saúde de Rodolfo havia piorado
Nos últimos dias, o estado de saúde de Rodolfo havia apresentado uma piora significativa. Na quarta-feira, 26, os familiares informaram que a equipe médica iniciaria o protocolo para investigação de morte encefálica.
Após a realização dos procedimentos médicos previstos, a família confirmou nesta terça-feira, 1º, a morte de Rodolfo. Ele permanecia internado na Santa Casa de Maringá desde o grave atropelamento.
Córneas serão doadas
Em nota enviada à imprensa, o advogado da família, Antônio C. Manchini Xavier, confirmou o falecimento e informou que as córneas de Rodolfo serão doadas.
Segundo o advogado, a decisão atende à vontade da família e representa um gesto de solidariedade que poderá beneficiar outras pessoas.
A família também agradeceu as manifestações de carinho, solidariedade e respeito recebidas durante o período em que Rodolfo permaneceu internado.
O horário e o local do velório serão divulgados ao longo desta terça-feira, 1º, assim que forem definidos pelos familiares.
Motorista foi preso após o atropelamento
O veículo envolvido no atropelamento era conduzido por um estudante de Medicina. Após o acidente, o motorista chegou a ser preso, mas posteriormente foi colocado em liberdade após o pagamento de R$ 15 mil de fiança.
Com a morte de Rodolfo, as circunstâncias do atropelamento passam a ser analisadas sob uma nova perspectiva pela investigação.
O delegado Francisco Caricati deverá considerar o conjunto de informações relacionadas ao caso, incluindo boletins, laudos e demais elementos que possam contribuir para esclarecer a dinâmica do acidente e a eventual responsabilidade criminal.
A investigação ainda está em andamento, e a definição sobre a tipificação do crime dependerá da análise dos elementos reunidos pela Polícia Civil.
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