Autorização permite exportar pescado de captura e de cultivo e amplia as oportunidades do setor brasileiro no Oriente Médio.
O Brasil conquistou autorização para exportar pescado aos Emirados Árabes Unidos. A abertura contempla produtos da pesca extrativa, obtidos diretamente na natureza, e da aquicultura, atividade que envolve a criação de peixes e outros organismos aquáticos.
O anúncio foi feito em 13 de outubro pelo ministro da Agricultura, André de Paula. A medida cria uma nova oportunidade comercial para produtores, cooperativas e empresas brasileiras que atuam na pesca e na criação de peixes.
O que muda para o Brasil?
Com a autorização, empresas que atenderem às exigências sanitárias e comerciais do mercado importador poderão buscar compradores nos Emirados Árabes Unidos.
A abertura de um mercado não significa que as exportações começarão imediatamente em grande volume. O resultado dependerá da capacidade de produção, dos preços, da logística de transporte e da negociação entre fornecedores brasileiros e compradores locais.
O acesso também pode estimular investimentos na produção e no processamento de pescado, além de ampliar as alternativas de venda para o setor.
Emirados são parceiros comerciais do Brasil
Os Emirados Árabes Unidos estão entre os parceiros importantes do agronegócio brasileiro no Oriente Médio. O país compra produtos como carne bovina, frango e açúcar.
A entrada do pescado nessa relação amplia a variedade de produtos brasileiros que podem chegar ao mercado emiradense.
Brasil chega a 700 mercados abertos
O anúncio também foi marcado por um resultado mais amplo para o comércio exterior. Segundo o governo federal, o Brasil alcançou 700 aberturas de mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início do atual governo.
A contagem considera autorizações de acesso para diferentes produtos e destinos, e não necessariamente 700 países distintos.
Para o setor produtivo, conquistar novos mercados significa ampliar as possibilidades de venda e reduzir a dependência de compradores tradicionais. O efeito econômico, porém, dependerá de as autorizações se transformarem em contratos e exportações efetivas.
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