A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou, em 2026, 12 novas canetas injetáveis usadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
A maior parte das novas opções utiliza a semaglutida, princípio ativo conhecido por medicamentos como Ozempic e Wegovy. Também houve novos registros de medicamentos à base de liraglutida.
A mudança aumenta a concorrência no mercado brasileiro e pode ampliar o número de opções disponíveis aos pacientes.
Em maio, a Anvisa registrou o Ozivy, primeira versão sintética da semaglutida aprovada no país.
Em julho, foram aprovadas outras cinco canetas de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.
Em agosto, a agência autorizou mais duas opções de semaglutida, uma genérica produzida pela EMS e outra similar, que será comercializada como Semaclique.
Em setembro, foram aprovadas duas novas versões genéricas de liraglutida, princípio ativo usado no tratamento do diabetes tipo 2 e também da obesidade.
A chegada de versões genéricas e similares ocorre depois do fim da patente da semaglutida relacionada ao Ozempic, abrindo espaço para novos fabricantes.
A expectativa é de maior concorrência entre os produtos, embora o preço final dependa de cada fabricante, apresentação e farmácia.
É importante lembrar que essas canetas não são medicamentos para uso livre. Os agonistas de GLP-1 precisam de prescrição médica, e a receita deve ser retida pela farmácia.
A Anvisa também alerta para os riscos do uso sem acompanhamento. Entre os possíveis problemas estão efeitos gastrointestinais e, em situações mais graves, pancreatite.
Outro ponto de atenção é a compra de produtos pela internet ou de origem desconhecida. A agência vem realizando operações contra medicamentos irregulares, sem registro ou com problemas de fabricação.
Em 2026, a Anvisa já realizou dezenas de ações de fiscalização relacionadas a produtos injetáveis de GLP-1.
A orientação é utilizar somente medicamentos registrados e indicados para o paciente por profissional habilitado.
Com 12 novas aprovações em 2026, o mercado brasileiro passa por uma rápida ampliação das opções para tratar diabetes e obesidade.


