Grandes inundações na fronteira entre o Nepal e o Tibete chinês deixaram ao menos 31 pessoas mortas, 93 feridas e outras 384 desaparecidas na manhã desta quarta-feira (26). Segundo as autoridades locais, o desastre destruiu pontes, usinas hidroelétricas e deixou casas submersas pela lama.
O órgão de turismo no Nepal informou que, dos 384 desaparecidos, 291 eram estrangeiros. Destes, 105 são de nacionalidade indiana. Ainda não há registros de brasileiros no local.
Equipes de resgate do Nepal e da China trabalham na busca pelos sobreviventes nos dois lados da fronteira. Segundo Raja Ram Basnet, porta-voz do exército nepalês, helicópteros só poderão pousar no local quando o nível da água baixar
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Inundações comprometeram rede elétrica do Nepal
O Ministério da Energia do Nepal informou que o fornecimento de 430 megawatts de energia elétrica do país foi afetado pelas inundações. A maior parte dos danos aconteceu em usinas hidrelétricas atingidas pelo desastre. Segundo cálculos da agência de notícias Reuters, isso equivale a 12% da capacidade hidrelétrica do país.
As enchentes também deixaram casas submersas, carros à deriva e uma ponte metálica foi levada pela correnteza. Autoridades da saúde afirmaram que povoados às margens do rio Bhote Koshi foram completamente destruídos.
Causas do desastre são desconhecidas
As causas das inundações que atingiram o Nepal e o Tibete ainda são desconhecidas. Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, ocorreu um deslizamento de terra no lado nepalês da fronteira, que atingiu o porto de Gyirong, bloqueou estradas e cortou o fornecimento de energia na região.
O presidente da China, Xi Jinping, pediu esforços das autoridades competentes na busca pelos desaparecidos e prometeu reforços nos sistemas de monitoramento para evitar novos desastres.
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