LÉO JUNIOR NOTÍCIAS

ULTIMAS NOTÍCIAS

08:30 PM

Seja bem vindo ao nosso Portal de Notícias. Anúncie sua empresa ou seu negócio aqui conosco e veja sua empresa decolar.

Nosso Contato:

Seja bem vindo ao nosso Portal de Notícias. Anúncie sua empresa ou seu negócio aqui conosco e veja sua empresa decolar.

Nosso Contato:

LÉO JUNIOR NOTÍCIASBlogPOLICIAL‘Eu não desejo a morte de ninguém’: Mãe de Letycia desabafa após localização dos corpos das primas; vídeo

‘Eu não desejo a morte de ninguém’: Mãe de Letycia desabafa após localização dos corpos das primas; vídeo

ãe de Letycia Garcia desabafa após localização dos corpos das primas e fala sobre a dor da perda, a fé e a morte de Dog Dog. Foto: Alex Amadeu | Foto: Reprodução

“Eu não queria que o desfecho fosse esse.”

A frase resume a dor de uma mãe que passou quatro meses sem saber onde estava a filha. Maria da Penha Almeida, mãe de Letycia Garcia Mendes, de 18 anos, falou sobre o momento em que recebeu a notícia de que os corpos que podem ser das duas primas desaparecidas haviam sido localizados em uma área rural de Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná.

Letycia e Sttela Dalva Melegari Almeida, também de 18 anos, desapareceram em abril deste ano depois de saírem de casa e serem vistas pela última vez acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog” e “Sagaz”.

Na sexta-feira, 21 de agosto, o caso teve um desfecho marcado por dor e novas revelações. Enquanto equipes da Polícia Civil realizavam uma operação para localizar Clayton em Mandaguari, outro investigado foi preso em Umuarama. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, esse homem forneceu aos policiais dados que permitiram chegar ao local onde as jovens teriam sido enterradas.

A identificação oficial dos restos mortais ainda depende do trabalho da Polícia Científica.

‘Eu não queria minha filha morta’

Em entrevista ao @alexamadeupr, a mãe de Letycia falou sobre a dor de receber a confirmação de que a investigação finalmente havia chegado ao local onde as jovens estavam.

Segundo ela, apesar da tristeza provocada pela descoberta, havia também um sentimento de alívio por a família finalmente não precisar mais conviver com a incerteza sobre o paradeiro da filha.

“Eu não queria que o desfecho fosse esse. Jamais a gente, como mãe, queria passar por um episódio desse na nossa vida. É uma dor que não podia demorar para sempre.”

A mãe também destacou que, diante da possibilidade de permanecer por tempo indeterminado sem saber o que havia acontecido com Letycia e Sttela, a informação sobre a localização dos corpos representa o fim de uma espera angustiante.

“Você já pensou se ninguém falasse, se não tivesse esse outro para mostrar onde estava o corpo? Nós íamos viver com essa angústia para sempre.”

Mesmo diante da tragédia, Maria da Penha afirmou encontrar forças na fé.

“Então, dentro dessa situação de dor, eu ainda agradeço a Deus. Por Deus ter colocado esse outro e deixado para poder falar onde estava.”

A mãe contou ainda que a relação com Letycia era marcada por uma ligação profunda e incondicional.

“Eu falava para ela assim: o amor da mãe é incondicional para você. E o dela também para mim, como filha. Então, a tristeza é muito grande, muito grande.”

Fé em meio à dor

Durante o depoimento, Maria da Penha também falou sobre sua crença religiosa e sobre a dificuldade de lidar com a morte da filha e, ao mesmo tempo, com a morte do principal suspeito investigado pelo desaparecimento.

Foto: Reprodução

Clayton morreu durante uma operação policial em Mandaguari na manhã de sexta-feira. Segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança, ele tentou fugir durante a abordagem, entrou em uma residência e houve confronto com os policiais.

Para a mãe de Letycia, a morte do suspeito não representa uma comemoração.

“Eu não desejo a morte de ninguém.”

Ela também afirmou acreditar que, caso Clayton tenha pedido perdão nos últimos momentos de vida, Deus poderia ter misericórdia de sua alma.

“Eu falei que Jesus tem a misericórdia da alma do Dog Dog. Porque eu, como creio em Deus, tenho que crer que, no último momento, se ele suspirou e pediu perdão, eu tenho que acreditar que Deus perdoou um pecador.”

A própria mãe reconhece que esse pensamento não diminui a dor provocada pela perda.

“E isso não me conforta, não.”

‘Foi um feminicídio’

Ao falar sobre a filha, Maria da Penha classificou o crime como feminicídio e afirmou que a violência contra mulheres pode atingir qualquer família.

“Eu não queria minha filha morta, apanhada dentro do mato. Mas é como foi um feminicídio, né? Foi um feminicídio que aconteceu com ela. Pode acontecer com qualquer um de nós.”

A declaração da mãe ocorre após a Polícia Civil avançar na investigação e apontar que as jovens teriam sido assassinadas após deixarem uma casa noturna em Paranavaí. Segundo o delegado Luis Fernando Alves Silva, responsável pelo caso, a investigação apontou que o crime teria ocorrido na madrugada de 21 de abril.

Em coletiva realizada na sexta-feira, o delegado afirmou ainda que a investigação apontou uma motivação relacionada a um desacordo comercial entre Clayton e as jovens, segundo as informações fornecidas para esta reportagem.

‘Escute a sua mãe’, pede mãe de Letycia aos jovens

Em meio ao sofrimento, Maria da Penha deixou um alerta para outros jovens e, principalmente, para as mães que acompanham os filhos.

Ela afirmou que o episódio fez com que refletisse sobre a confiança depositada em pessoas que entram na vida dos jovens, especialmente em ambientes de festas e relacionamentos.

“E para os jovens, para eles prestarem mais atenção ao redor, como eu falei, porque tem um que bate nas costas, é seu amigo, o outro bate nas costas, você não tem amigo.”

Na sequência, a mãe resumiu o conselho que gostaria de deixar para quem ouvir sua história:

“Você só tem amigo, sabe quem? A sua mãe. A sua mãe. Escute a sua mãe.”

Maria da Penha fez questão de destacar que não pretende generalizar a relação entre pais e filhos.

“Pai, eu ainda falo, sim, que tem pai muito bom, sim. Eu não estou aqui para criticar essas coisas.”

Mas, diante da experiência que está vivendo, afirmou que seu alerta é especialmente direcionado às mães.

“Pela dor que eu estou sentindo agora, eu sou mãe. Eu não tenho pai aqui do lado, eu sou mãe, eu sou sozinha. Então eu tenho que falar para as mães.”

E completou:

“Cuidado. Hoje em dia, os seus companheiros que vocês põem dentro de casa, as pessoas que vocês acham que são amigos, que estão na balada, ninguém é isso. Ninguém é isso. É só a sua mãe.”

O desaparecimento de Letycia e Sttela

Letycia e Sttela desapareceram na noite de 20 de abril, quando saíram de suas casas, em Cianorte e Jussara, no Noroeste do Paraná.

Segundo a investigação, as jovens entraram em uma caminhonete preta conduzida por Clayton Antonio da Silva Cruz. Ele teria utilizado o nome falso de “Davi” para se aproximar das jovens. Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a reconstruir parte do trajeto.

Na madrugada de 21 de abril, as duas foram vistas com Clayton em uma casa noturna de Paranavaí. Imagens analisadas pela Polícia Civil registraram a entrada do trio no estabelecimento por volta de 1h10.

A investigação apontou ainda que a última atividade digital das jovens ocorreu por volta das 3h17. Depois disso, familiares deixaram de conseguir contato com as duas.

O desaparecimento foi registrado oficialmente em 23 de abril, e a Polícia Civil passou a realizar diligências, analisar imagens de câmeras de segurança, rastrear dados telefônicos e ouvir testemunhas.

Suspeito passou a ser procurado pela polícia

Foto: Reprodução

Com o avanço da investigação, Clayton passou a ser considerado o principal suspeito do desaparecimento das jovens.

A Polícia Civil descobriu que ele teria retornado sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril. Depois, teria abandonado a caminhonete e fugido utilizando uma motocicleta.

Segundo a investigação, o homem também possuía antecedentes criminais e utilizava identidades falsas. A Justiça decretou a prisão temporária dele em 29 de abril, e Clayton passou a ser considerado foragido.

As investigações também apontaram uma extensa ficha criminal, com registros relacionados a tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, roubo agravado, cárcere privado e uso de identidade falsa.

Assalto de R$ 400 mil ajudou polícia a localizar ‘Dog Dog’

Foto: Reprodução

A localização de Clayton ocorreu durante uma investigação conduzida pela Polícia Civil sobre um assalto violento contra uma propriedade rural na região de Vista Alegre, em São João do Ivaí.

O crime aconteceu em 7 de agosto e teria envolvido pelo menos três criminosos. Segundo a investigação, os assaltantes estavam armados, usavam coletes balísticos e balaclavas e renderam as vítimas dentro da propriedade.

Joias, relógios, bebidas, veículos, chapéus, anéis e outros objetos foram levados. O prejuízo estimado foi de aproximadamente R$ 400 mil.

Câmeras de segurança registraram a ação e ajudaram os investigadores a identificar um dos envolvidos. Entre as imagens analisadas, uma delas mostrou um criminoso utilizando um chapéu, elemento que contribuiu para a identificação de Clayton.

A partir das diligências conduzidas pela equipe da delegada Kethlin Schwingel, os investigadores chegaram à informação de que “Dog Dog” estaria escondido em Mandaguari. A descoberta levou à mobilização de equipes especializadas da Polícia Civil.

Na manhã de 21 de agosto, equipes do TIGRE, da DENARC e policiais civis de Cianorte participaram da operação para localizar Clayton.

Segundo as informações divulgadas, ele tentou fugir durante a abordagem e passou por imóveis da região. Durante a fuga, entrou em uma residência onde havia uma família e, conforme os relatos iniciais, fez pessoas reféns. Na sequência, houve confronto com os policiais e Clayton foi baleado e morreu no local.

No mesmo contexto da operação, outro investigado foi preso em Umuarama.

Foi justamente a partir das informações fornecidas pelo homem preso que os investigadores chegaram ao ponto onde estavam enterrados os corpos que podem ser das duas jovens.

Quatro meses depois, famílias recebem respostas

O desaparecimento de Letycia e Sttela mobilizou familiares e forças de segurança durante quatro meses.

As duas jovens tinham 18 anos e mantinham contato frequente com familiares. O silêncio repentino depois da madrugada de 21 de abril fez com que as famílias passassem a buscar respostas desde os primeiros dias.

A Polícia Civil chegou a realizar buscas em diferentes pontos da região e analisou imagens, informações digitais e depoimentos para reconstruir os últimos passos das jovens.

Agora, a localização dos corpos representa uma mudança decisiva no caso, embora a confirmação oficial da identidade ainda dependa dos exames periciais.

Para a família, porém, a dor permanece.

A mãe de Letycia sabe que nenhuma resposta será capaz de trazer a filha de volta. Mas, depois de quatro meses convivendo com a ausência e com a dúvida, ela afirma que prefere enfrentar a dor da verdade à angústia de continuar sem saber onde a filha estava.

“Eu sou mãe. Eu sou sozinha. Então eu tenho que falar para as mães.”

O caso, que começou com o desaparecimento de duas jovens de 18 anos após uma noite de festa, agora entra em uma nova etapa: a perícia deverá confirmar oficialmente a identidade dos restos mortais, enquanto a Polícia Civil continua apurando a participação de outras pessoas e todas as circunstâncias que levaram à morte das primas.

Notícias em tempo real:

Compartilhe:

Posts Relacionados