A Polícia Civil de Maringá, prendeu na manhã desta quarta-feira, 29, o homem suspeito de espancar até a morte um morador em situação de rua na Avenida Colombo. A vítima, identificada como Francisco Alves da Silva, de 45 anos, morreu cinco dias após sofrer uma violenta sequência de agressões.
De acordo com a investigação, o crime ocorreu no dia 8 de julho. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Francisco é derrubado e, em seguida, atacado com um caibro de madeira. Conforme revelou o delegado Adriano Garcia, responsável pelas investigações, o agressor permaneceu golpeando a vítima por cerca de sete a oito minutos, desferindo aproximadamente 30 golpes, além de chutes na região da cabeça e do rosto.
Apesar da gravidade das lesões, Francisco recusou atendimento médico logo após a agressão e também optou por não representar criminalmente contra o autor naquele momento. Nos dias seguintes, porém, passou a sentir fortes dores e procurou atendimento médico. Ele foi encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 13 de julho.
Com a confirmação do óbito, a Delegacia de Homicídios instaurou inquérito policial para apurar as circunstâncias do caso e representou pela prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela Justiça e cumprida nesta quarta-feira.
Segundo o delegado Adriano Garcia, uma das linhas investigativas aponta que, na noite anterior ao crime, Francisco teria supostamente importunado uma menor aprendiz. Entretanto, essa informação ainda não foi confirmada pela Polícia Civil e segue sendo apurada durante as investigações.
O suspeito, que também vive em situação de rua e é oriundo da região de Londrina, possui um extenso histórico criminal, principalmente por ocorrências relacionadas à violência doméstica. Após ser localizado em Maringá, ele foi preso preventivamente e permanece à disposição da Justiça.
O Instituto Médico-Legal (IML) realizou os exames periciais que irão subsidiar a conclusão do inquérito. Com a morte da vítima e os elementos reunidos durante a investigação, o caso passou a ser tratado como homicídio.
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