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Futuro da política nacional preocupa quase 70% dos empresários de Maringá e região, revela pesquisa

Futuro da política nacional preocupa quase 70% dos empresários de Maringá e região, revela pesquisa

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A indefinição quanto ao futuro político nacional, em especial da escolha do novo presidente da República, preocupa quase 70% dos empresários do setor da indústria em Maringá e região. O dado é da “Sondagem Industrial 2025/2026 Reginal Noroeste”, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).

A pesquisa foi apresentada nesta sexta-feira (10) no 3º Fórum Regional da Indústria, sediado no Hotel Transamérica, em Maringá e que reuniu empresários e representantes da sociedade civil de toda a região noroeste.

De acordo com o levantamento, a média de empresários preocupados com o futuro político do Brasil na região é maior que a média estadual: 69% dos empresários do noroeste afirmam ter preocupação contra 61% em todo o Paraná. A média de empreendedores que aguardam retração na economia no próximo ano, em Maringá e região, também é maior do que a média do estado: 47% contra 46%.

Segundo o gerente de desenvolvimento industrial da Fiep, Marcelo Percicotti, o acesso a mão de obra e infraestrutura é um fator de preocupação dos empresários em um recorte regional.

“47% acreditam que vai ter retração na economia. Um fator que mais vai influenciar essa letração é a política nacional, estamos falando eleitoral, mas também estão preocupados com a conjuntura econômica. Quando a gente pergunta quais as expectativas em relação ao seu negócio, eles acreditam que o seu negócio tem qualidade, tem competitividade. 54% acreditam que vai ter um bom desempenho, mas estão muito preocupados com a questão de acesso à mão de obra e a infraestrutura logística”, afirmou.

Conforme o superintendente da Federação das Indústrias do Paraná, João Arthur Mohr, a falta de mão de obra faz com que o setor esteja em busca de soluções de automação. Embora a preocupação do setor em oferecer qualificação profissional, ele lembra que a questão tecnológica do setor industrial no Brasil é menos desenvolvida do que em outros países, o que leva a necessidade de mais força de trabalho humana.

“A primeira grande demanda é a questão da empregabilidade. Não temos gente para trabalhar. A nossa indústria está crescendo tanto que nós não estamos conseguindo ter mão de obra disponível para trabalhar. Então, uma vez que você não tem mão de obra, qual é a resposta? Nós temos que investir em equipamentos, em alguma ação de processos, para que possa ter mais produtividade dentro das nossas indústrias. Sim, a automação é uma demanda dos empresários, uma vez que a nossa produtividade no Brasil fica muito baixa, nós trabalhamos com equipamentos muito antigos, por exemplo, podemos citar o setor da madeira. Uma fábrica de pallets em que, nos Estados Unidos, uma fábrica em 10 pessoas consegue produzir 100 parentes, aqui no Brasil nós precisamos ter 40 pessoas para produzir, porque nós não temos as máquinas automatizadas para fazer essa produção”, explicou.

Como solução, a FIEP pretende apresentar aos produtores a “Expo+Indústria”, uma feira de inovações que pretende levar ao setor o que há de mais avançado no mercado de automação voltado ao setor industrial.