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Brasil pretende se tornar exportador global de insumo farmacêutico com investimento em indústria em Goiás

Brasil deve se tornar exportador global de insumo farmacêutico com investimento em indústria em Goiás

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta quinta-feira (26), o complexo industrial da Brainfarma em Anápolis (GO). A agenda marcou o anúncio de um investimento de R$ 250 milhões na unidade, destinado à produção de insumos farmacêuticos de alto valor agregado.

O aporte visa ampliar a soberania nacional no setor de saúde e reduzir a dependência de importações.

Com o novo investimento, a unidade goiana passará a produzir o Butilbrometo de Escopolamina, insumo fundamental para medicamentos como o Buscopan.

A projeção é que a fábrica atinja a capacidade de produção de 30 toneladas do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) por ano, o suficiente para fabricar cerca de 150 milhões de unidades de medicamentos.

A operação deve posicionar a empresa como a maior produtora mundial deste insumo, permitindo que o Brasil altere sua balança comercial no setor: de importador, o país passará a exportar o componente para mercados na Europa, Ásia, Oriente Médio e México.

O projeto conta com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integra a estratégia federal de fortalecimento da indústria farmacêutica nacional. Segundo o governo, a iniciativa deve gerar mais de 500 empregos diretos, movimentando a economia local.

Durante a cerimônia, o presidente Lula ressaltou que o investimento em produção nacional é uma ferramenta estratégica para garantir o acesso da população a tratamentos. “Investir na produção de medicamentos é uma forma de salvar vidas e fortalecer o país”, afirmou o mandatário, classificando o crescimento do setor como um “motivo de orgulho”.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, observou que a saúde brasileira ainda possui alta dependência de produtos estrangeiros, o que gera impactos econômicos. Na mesma linha, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu que programas como o Farmácia Popular são essenciais para sustentar a demanda e incentivar a fabricação em solo brasileiro.