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Comprar imóvel não é como fazer supermercado: por que o atendimento precisa ser diferente

Comprar imóvel não é como fazer supermercado: por que o atendimento precisa ser diferente

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A compra de um imóvel costuma ser uma das decisões mais importantes da vida de uma pessoa ou família. Ainda assim, segundo especialistas do setor, o mercado imobiliário muitas vezes trata esse processo como uma transação rápida, semelhante à compra de qualquer outro produto. Essa lógica foi questionada no episódio desta semana do Ponto a Ponto, podcast do Jornal Maringá Post.

Convidados do programa, Suelen Melo e Diego Natal Ricardo, sócios da Moriale Imóveis, destacaram que o cliente imobiliário não é recorrente e, por isso, não pode ser atendido como alguém que faz compras frequentes. “Você não compra imóvel como faz supermercado. Muitas vezes é uma decisão que acontece uma ou duas vezes na vida”, afirmou Diego durante a conversa.

Segundo ele, essa característica muda completamente a forma como o atendimento deveria ser conduzido. “A experiência precisa ser marcante, porque o impacto é grande. Envolve financiamento de longo prazo, mudança de rotina, de bairro e, em muitos casos, de toda a estrutura familiar”, explicou.

Suelen reforçou que o problema se agrava quando o atendimento se limita a responder mensagens e agendar visitas, sem um acompanhamento real. “Existe uma lógica muito acelerada hoje, quase como um e-commerce de imóveis. Mas esse tipo de decisão exige conversa, orientação e tempo para entender o momento da pessoa”, disse.

Outro ponto levantado no episódio foi a prática comum de abandonar clientes que ainda não têm condições de comprar. Para os entrevistados, essa postura é um erro recorrente no mercado. “Nem todo mundo pode comprar agora, mas isso não significa que não vá comprar. Quando você orienta e acompanha, constrói uma relação de confiança”, afirmou Suelen.

Os empresários também destacaram que decisões precipitadas tendem a gerar problemas futuros, como endividamento excessivo ou frustração com o imóvel adquirido. “Se a compra virar dor de cabeça poucos meses depois, algo foi feito errado lá atrás”, avaliou Diego.

A discussão reforça a ideia de que o atendimento no mercado imobiliário precisa considerar não apenas o produto, mas o contexto de vida do cliente, seus limites financeiros e seus planos de médio e longo prazo — especialmente em uma cidade como Maringá, onde o setor está em constante expansão.

O episódio completo do Ponto a Ponto, apresentado pelo jornalista Ronaldo Nezo e gravado na V Mark Produtora e Estúdio, está disponível no YouTube e aprofunda esse e outros temas relacionados ao mercado imobiliário. A entrevista pode ser assistida na íntegra no canal do podcast.

https://www.youtube.com/watch?v=L_XqF5ZjwhM