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A EPR, concessionária responsável pela gestão do lote 4 das rodovias do Paraná, que incluem trechos na região de Maringá, afirmou que pessoas que moram e/ou trabalham próximos aos pórticos de pedágio terão descontos nas tarifas quando o modelo entrar em vigor. Nas últimas semanas, a concessionária já efetivou a instalação de dois pórticos do modelo free flow nas cidades de Marialva e Mandaguaçu.
A instalação levantou dúvidas em prefeitos da região e moradores, levando a realização de uma audiência pública na cidade de Marialva, promovida pelo município na noite de quarta-feira (21). A concessionária não enviou representantes.
A previsão é de que a assinatura do contrato ocorra no dia 6 de fevereiro e, após 30 dias, a empresa estará autorizada a retomar a cobrança das tarifas nas rodovias. De acordo com a EPR, as intervenções antes da assinatura, como a instalação dos pórticos, foi autorizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
No encontro, prefeitos de cidades afetadas acordaram a elaboração de um documento conjunto para notificação da EPR e também da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), questionando o que eles classificaram como “falta de transparência no processo”. A Prefeitura de Mandaguaçu, por exemplo, já notificou a empresa, questionando a escolha do local de instalação do pórtico, que pode obrigar moradores de áreas rurais a pagarem pedágio toda vez que precisarem ir até a cidade.
Por meio de nota oficial enviada ao Maringá Post, a EPR informou que moradores dessas regiões serão beneficiados com o chamado Desconto de Usuário Frequente (DUF), mecanismo que deixa a tarifa mais barata para usuários que passam pela rodovia com mais frequência. De acordo com a concessionária, o DUF pode gerar um desconto superior a 60% ao final de 30 passagens. Os usuários que optam pelo uso da TAG (chip no para-brisa do veículo) para pagar a tarifa também são beneficiados pelo DBT (Desconto Básico de Tarifa) de 5% a cada passagem pelos pórticos de pedágio.
Sobre as demandas da população, a EPR informou ter interesse em “integrar as demandas de lideranças locais e comunidades ao plano de gestão, assegurando soluções que gerem valor compartilhado para usuários e moradores”. Para isso, estariam previstas para as próximas semanas reuniões com prefeitos e vereadores da região com o objetivo de tirar dúvidas “sobre o início da concessão, modelo de pedágio e investimentos de grande porte nos trechos que atendem os municípios”. Leia a nota da EPR na íntegra:
“A assinatura do contrato de concessão do Lote 4 está prevista para ocorrer em fevereiro, abrindo prazo de até 30 dias para que a EPR Paraná – como a concessionária passa a se chamar – assuma a administração das rodovias. Porém, por meio de um acordo de cooperação firmado com o DNIT, a concessionária já realiza intervenções de requalificação das rodovias, que incluem recuperação de pavimento e sinalização, além de conservação (roçada), a fim de melhorar a segurança aos usuários.
Paralelamente às obras, a concessionária estabeleceu um canal direto com a região por meio de escutas estruturadas. O objetivo é integrar as demandas de lideranças locais e comunidades ao plano de gestão, assegurando soluções que gerem valor compartilhado para usuários e moradores. Estão previstas reuniões com prefeituras e câmaras de vereadores para esclarecimentos sobre o início da concessão, modelo de pedágio e investimentos de grande porte nos trechos que atendem os municípios.
O contrato do Lote 4 traz como inovação o pedágio eletrônico (free flow), uma evolução que extingue as praças de pedágio convencionais. Por meio de pórticos equipados com câmeras e sensores de leitura, a cobrança ocorre sem que o motorista precise reduzir a velocidade ou enfrentar filas. O resultado é uma viagem mais fluida, segura e com menor emissão de poluentes.
Para beneficiar quem reside ou trabalha na região, o contrato prevê o Desconto de Usuário Frequente (DUF), já conhecido do público desde a assinatura dos primeiros contratos da EPR no estado, em 2024. O mecanismo é simples: quanto mais você utiliza a via, menos você paga. Para veículos de passeio e caminhonetes, a tarifa vai sendo reduzida progressivamente a cada passagem pelo mesmo pórtico, no mesmo sentido, dentro do mês. Em determinados pontos, a economia média pode superar 60% ao final de 30 passagens, consolidando um modelo de cobrança mais justo e baseado na recorrência do usuário local.
Os usuários que optam pelo uso da TAG (chip no para-brisa do veículo) para pagar a tarifa também são beneficiados pelo DBT (Desconto Básico de Tarifa) de 5% a cada passagem pelos pórticos de pedágio.“





