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Tirolesa, mirante para o lago e ‘espaço zen’: o que está previsto no edital da futura concessão do Parque do Ingá

Tirolesa, mirante para o lago e 'espaço zen': o que está previsto no edital da futura concessão do Parque do Ingá

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A Prefeitura de Maringá apresentou, em solenidade nessa terça-feira (13), uma proposta conceitual para o futuro edital de concessão das atividades de lazer do Parque do Ingá. A apresentação ocorreu na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e foi acompanhada pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

Antes do edital ser publicado, a Prefeitura abriu uma consulta pública, online, onde os moradores da cidade poderão dar opiniões sobre o processo. A consulta segue aberta até o 1º de fevereiro e pode ser acessada através deste link.

De acordo com o município, a proposta conceitual segue o mesmo modelo já em execução pelo Estado no Parque Vila Velha, em Ponta Grossa. Tanto nos Campos Gerais quanto na Cidade Canção, a ideia é que o poder público fique responsável pela preservação ambiental, enquanto o concessionário cuida das atividades de lazer e turismo.

Em Maringá, o Executivo planeja entregar a concessão para uma única empresa, que ficaria responsável pela gestão dos restaurantes e outros atrativos internos, além da segurança e da limpeza de áreas comuns, como banheiros. O edital terá regra declarar vencedora a empresa que apresentar o maior valor de outorga, ou seja, o maior repasse para a Prefeitura em cima da receita operacional. A proposta mínima começa em 1% da receita.

Entre os espaços de possível exploração comercial, estão os restaurantes (alguns ainda não ativados), quiosques, pedalinho, trenzinho de visitação, loja de presentes e placas publicitárias instaladas dentro do Parque. Na apresentação ocorrida na Acim, o município desenvolveu modelos de itens que podem ser implantados e reativados dentro do espaço.

A proposta conceitual apresenta um modelo de reativação da tirolesa ao redor do lago e de uma pista de arvorismo. Os modelos foram desenvolvidos por Inteligência Artificial (I.A).

Proposta conceitual de atividades a serem exploradas dentro do Parque do Ingá | Foto: Reprodução/IAM

Outras propostas também sugeridas incluem as criações de um Borboletário e de um ‘Museu do Micromundo’ como atividades de educação ambiental. Pensando em lazer, a sugestão apresentada foi a criação de um deck ‘Instagramável’ com mirante, defronte ao lago, além de um ‘espaço zen’, com redário para os visitantes.

Em entrevista coletiva nessa terça-feira (13), o prefeito Silvio Barros (PP) afirmou que a futura concessionária estará livre para escolher os investimentos que deseja fazer dentro da exploração comercial e turística. Ele reforçou a obrigatoriedade da não cobrança de entrada no espaço.

“O que nós estamos fazendo aqui é lançando uma consulta pública para uma concessão das atividades turísticas do Parque do Ingá. Então, essa empresa faz os investimentos em tirolesa, para atravessar o lago, em arvorismo, em diversas atividades. Dentro dessas atividades algumas são obrigatórias e gratuitas. Primeiro, a entrada no parque, ninguém paga nada. Educação ambiental é gratuita, mas tem que ser oferecida pelo concessionário. Ele pode explorar lanchonete, loja de souvenir, pedalinho, arvorismo, tirolesa, o que ele quiser colocar de investimento, vai poder explorar, para que a população tenha muita coisa diferente para fazer dentro do Parque. Isso é o que o Governo Federal fez com o Parque das Cataratas, toda a operação turística é de uma empresa privada que entrou numa licitação e ganhou a concessão. Isso é o que o Governo do Estado fez com Vila Velha, uma empresa privada que opera todas as atividades. A diferença entre Foz do Iguaçu e Vila Velha é que aqui em Maringá, para entrar no Parque do Ingá, ninguém vai pagar nada”, disse.

Silvio também falou sobre a possibilidade do espaço voltar a receber animais silvestres. “Não está descartado. Dentro do estudo que foi feito, na modelagem dessa concessão, existe a possibilidade de um parque das aves mais parecido com o que acontece lá em Foz do Iguaçu, mas nós não queremos engaiolar animais. Isso está fora de cogitação. Nós não vamos ter bichos em gaiolas, isso nós não temos intenção de colocar disponível dentro do Parque. Um jardim, um pedaço de mato, coberto por uma tela, onde as pessoas possam interagir com pássaros, não está descartado. Essa possibilidade existe, porém, caberá à concessionária. Ela decide se quer fazer esse investimento ou não”, explicou.