PARANÁ

“Trafigata de Curitiba” retorna para prisão domiciliar

Decisão do juiz Sergio Bernardinett, da Vara Criminal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, converteu a prisão preventiva de Camila de Andrade Pires Marodim, conhecida como “trafigata” em domiciliar, ou seja, ela vai responder pelos crimes em casa com tornozeleira eletrônica. Ela é investigada por tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro.

A decisão foi publicada nesta quarta-feira (14), no Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná. No pedido, a defesa alegou que Camila tem três filhos com menos de doze anos que precisam de cuidados, que não há previsão para encerramento do processo. Pela decisão do juiz, ela só pode sair de casa para tratamento médico de natureza urgente, “que demande internamento hospitalar ou realização de exames que não possam ser feitos dentro de casa.

Histórico de atentado e descumprimento de ordens judiciais

Camila foi presa no dia 12 de novembro de 2021, na praça do pedágio entre Curitiba e o Litoral do Paraná durante a Operação Ostentação, deflagrada pelo Sub-Comando Geral da Polícia Militar, quando foram foram cumpridos outros 15 mandados de prisão, entre outros crimes, por organização criminosa e tráfico de drogas.

Não é a primeira vez que ela fica em prisão domiciliar. Ele “perdeu” o benefício em 10 de fevereiro por descumprimentos de ordem judicial. Segundo informações da Justiça, foram seis violações de área de monitoramento da tornozeleira eletrônica e em uma das ocorrências ela ficou quatro dias do local determinado, em Piraquara. A Justiça também afirmou que foram nove violações de fim de bateria da tornozeleira, em um dos casos ficando quatro horas sem carregar o dispositivo.

Quando estava em prisão domiciliar, em fevereiro, ela sofreu um atentado a tiros na frente da casa onde estava, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O homem que a acompanhava ficou gravemente ferido.