POLICIA

Roberto Jefferson se entrega após atacar policiais com granada e desrespeitar ordem do STF durante 8 horas

O ex-deputado Roberto Jefferson se entregou à polícia na noite deste domingo (23) após atacar policiais federais e passar 8 horas desrespeitando ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agentes foram atacados a tiros e granadas ao cumprir o mandado de prisão na cidade de Comendador Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio de Janeiro. Dois deles ficaram feridos. Jefferson é aliado do presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).

O ex-deputado será levado à sede da PF, no Centro do Rio de Janeiro.

Após a prisão, Moraes se manifestou no Twitter: “Parabéns pelo competente e profissional trabalho da Polícia Federal, orgulho de todos nós brasileiros e brasileiras. Inadmissível qualquer agressão contra os policiais. Me solidarizo com a agente Karina Oliveira e com o delegado Marcelo Vilella que foram, covardemente, feridos.”

O presidente Jair Bolsonaro (PL) também comentou o desfecho do caso: “Como determinei ao ministro da Justiça, Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio.”

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia advertido em setembro o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) que não continuasse a violar as medidas restritivas impostas no regime domiciliar, porque, do contrário, o ex-deputado voltaria a cumprir da cadeia a prisão preventiva decretada em agosto de 2021. o dia 15 do mês passado, Moraes chegou a fixar uma multa diária de R$ 10 mil caso Jefferson insistisse no descumprimento das cautelares. O relato é feito pelo ministro na decisão assinada no sábado, 22, que determinou o retorno do ex-parlamentar à prisão preventiva.

Jefferson estava em regime domiciliar desde o início do ano, mas precisava cumprir uma série de medidas restritivas, como a proibição de conceder entrevistas sem autorização judicial, de se comunicar com investigados no inquérito do qual é alvo, vedado a ele ainda a participação nas redes sociais.