POLICIA

Polícia constata que não foi agressão a causa da morte de Flau

Após uma nova autópsia no corpo de Flaudemir Batista da Silva, o Flau, neste domingo no Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana, a Polícia Civil informou que a causa da morte não foi agressão física. Havia a suspeita de que Flau, membro da comunidade LGBTQIA+ de Apucarana, tinha sido assassinado, o que levou a polícia a retirar o corpo do local do velório para ser submetido a nova perícia.

 

O caso chamou bastante a atenção neste final de semana, chegou a ser noticiado em sites de todo o País porque o velório foi interrompido na tarde de sábado na capela mortuária de Apucarana. A comunidade LGBTQOA+, da qual o morto fazia parte, percebeu hematomas no rosto de Flau e informou a polícia. Na dúvida, o delegado optou por uma perícia no corpo para constatar se a causa da morte foi alguma agressão física.

 

O delegado Marcus Felipe da Rocha disse que o exame de corpo de delito foi realizado e ficou constatado que não foram encontrados elementos que constatem qualquer agressão nos dias que antecederam a morte. Flau era portador do vírus da AIDS e, segundo o delego, isso pode justificar as marcas no corpo, que teriam sido confundidas com hematomas.

 

Aos 53 anos, natural de Boa Esperança, Flau era pessoa muito conhecida na comunidade gay de Apucarana e também muito querida por seus amigos. Ele estudou na Faculdade de Ciências Econômicas de Apucarana, a Fecea, e trabalhava na Cooperativa Confepar Agro Industrial.

 

A polícia de Apucarana aguarda os resultados de outros exames, como o toxicológico, para apontar o que motivou a morte de Flau. Inicialmente, a autópsia considera como ‘causa indefinida”.