PARANÁ

Mortes no trânsito paranaense sobem e atingem o maior nível dos últimos 5 anos

ACIDENTE DE TRANSITO, CRUZES

O Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) vem tendo mais trabalho e registra mais tragédias no trânsito paranaense em 2022 do que em anos anteriores. É o que demonstra um levantamento feito com base nos dados do Sistema de Estatísticas de Ocorrências do Corpo de Bombeiros (SYSBM), o qual revela ainda que o número de mortes no trânsito paranaense neste ano supera o total de falecimentos nas estradas e vias paranaenses antes da pandemia de Covid-19

A crise sanitária, inclusive, é um marco interessante para a análise. É que nos dois anos anteriores à pandemia (2019 e 2018), considerando o período entre 1º de janeiro e 21 de novembro, o Paraná vinha registrando mais de 40 mil acidentes de transporte por ano, com mais de 2,5 mil falecimentos. Já em 2020, quando o novo coronavírus obrigou a adoção de medidas de isolamento social, o número de acidentes ficou abaixo de 37 mil e o de óbitos, abaixo de 2,5 mil.

No ano seguinte, em 2021, o número de ocorrências permaneceu num patamar mais baixo, com 36.655 ocorrências no intervalo analisado (0,9% a mais que no ano anterior). O número de mortes em acidentes de transporte, contudo, deu um verdadeiro salto, totalizando 3.061 falecimentos – uma alta de 22,5% na comparação com os 2.497 óbitos de 2020.

O que já estava ruim, no entanto, conseguiu piorar ainda mais em 2022. Entre 1º de janeiro e 21 de novembro deste ano, tanto o número de ocorrências atendidas pelo SIATE como o número de falecimentos registrados em acidentes de transporte tiveram nova alta. Já são 38 mil registros (3,7% a mais do que no ano anterior), com 3.148 mortes (2,8% a mais na comparação com 2021).

 

Em Curitiba, cenário é parecido
Na capital paranaense, o cenário é bastante parecido com o do estado. Isso porque em 2020, primeiro ano de pandemia, houve uma queda expressiva no número de acidentes de transporte no município, bem como a quantidade de óbitos nessas ocorrências caiu na comparação com 2019.
Já em 2021, nota-se que houve uma forte retomada, tanto dos acidentes (7.789, 9,5% a mais na comparação com o ano anterior) como do número de mortes (348, 16% a mais que em 2020). Uma retomada que persiste em 2022, que até ontem registrava 7.851 ocorrências na cidade, com 372 fatalidades.