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Maringaense dá à luz no carro a caminho de hospital e relata a emoção do nascimento

O nascimento é uma dádiva, um momento de transformação. A espera pelo filho sempre vem embalado em um misto de amor e alegria e principalmente a emoção de como será o primeiro encontro. Apesar de uma gestação ter entre 38 a 42 semanas, alguns bebês acabam vindo antes do tempo. A maringaense Luana da Silva Batista Goya, 31, há três meses deu à luz a uma menina dentro do próprio carro, a caminho do hospital.

“Eu tive uma gestação maravilhosa, sem enjoos, desejos, inchaço, enfim, praticamente nada do que eu costumava ouvir as gestantes relatar, apenas nas duas últimas semanas é que meu pé deu uma inchada vez ou outra, fora isso, consegui praticar atividade física até o último dia, não com aquela regularidade que eu ia, e de maneira moderada, pois existia uma limitação física”, afirma ao GMC Online.

O grande dia
Com 40 semanas e data provável do parto, no dia 21 de janeiro, Luana acordou às 6h da manhã sentindo cólicas e não conseguiu dormir mais. Ela afirma que seu primeiro pensamento era se toda essa dor poderia ser um sinal. “Será que era um sinal? Mas já havia tido essas cólicas durante a semana, então, fiquei tranquila e por precaução avisei a nossa fisioterapeuta e nossa enfermeira obstétrica, pois iria para o curso de inglês naquele dia e só pensava em me distrair fazendo algo para não ficar ansiosa”, comenta.

No mesmo dia, Luana e o marido Leandro Hideky Koga Goya, 32, foram na feira que havia na Catedral de Maringá para comprar algumas frutas. A mãe de primeira viagem explica que para facilitar os primeiros dias com a filha recém-nascida, ela já havia preparado algumas marmitinhas congeladas. No entanto, as cólicas se intensificaram e vinham de cinco em cinco em cinco minutos e tinham cerca de um minuto de duração. “Conforme as contrações aumentavam, eu comecei a ficar em uma posição agachada no sofá e segurava a mão do meu marido. Parecia uma cólica forte de menstruação, mas era tão forte que nenhuma posição era o suficiente para aliviar a dor”, relata.

Às 14h52 o casal começou a arrumar as malas, pois já imaginavam que a filha poderia vir a qualquer momento. Uma enfermeira que já monitorava a gestação de Luana chegou em sua casa para ajudá-la. De acordo com Luana, por volta das 16h não havia 2 centímetros de dilatação direito, ou seja, não era hora de ir para o hospital. “Eu só conseguia pensar nas dores que estava sentindo e se elas durariam até o dia seguinte. Logo as dores aumentaram mais”, afirma.

Corrida contra o tempo
Apesar de toda a correria e as dores ao mesmo tempo, Luana afirma que foi um dos momentos que mais sentiu acolhimento, com gestos e palavras. “Lembro que eu apertava a mão da Natalia, que era a enfermeira que cuidava de mim, que também estava grávida de 35 semanas e mesmo assim me ajudava e meu marido preocupado, vinha me abraçar “, comenta Luana ao GMC Online.

Às 17h horas a bolsa rompeu e Luana começou a gritar de dor, a dilatação estava com 9 centímetros. “Ligamos para nosso nosso ginecologista obstétrico, pois a dor era tão imensa que pareciam estar quebrando meus ossos, quando vinha a dor, eu ficava anestesiada, e pensava que fosse desmaiar, mas Deus é maravilhoso, tirei forças de onde não tinha para aguentar sair do quarto e caminhar até o elevador”, relembra a maringaense.

O nascimento
Durante o caminho para o hospital, Luana começou a sentir uma vontade enorme de fazer uma força involuntária e já sentia que sua filha iria nascer dentro do carro. “Dentro do carro, eu comecei a gritar que minha filha poderia nascer. Eu podia sentir o bebê vindo ao mundo e só pensava em fazer força junto com a contração”, diz.