POLICIA

Homem abandona filha de 8 meses em terreno após discutir com a mãe

Após brigar com a mulher e sair de casa levando a filha do casal, homem abandona a filha em um terreno próximo ao Jardim Alvorada, deixando a criança ao relento, no sereno e em risco de ser atacada por animais.

A Polícia Militar de Maringá e o Conselho Tutelar Zona Norte foram acionados na noite desta sexta-feira, 31, para atender uma ocorrência de abandono de incapaz. Moradores do Jardim Alvorada ligaram no 190, informando que encontraram um bebê abandonado em um terreno baldio. Uma vizinha do local ouviu o choro de uma criança que vinha do terreno. Ao sair da residência para verificar de onde vinha o choro, ela e outro morador encontraram a criança no meio do terreno.

Várias equipes da PM foram ao local e, durante diligências, os policiais localizaram o pai da menina. O homem de 38 anos estava com uma mochila e apresentava estar sob efeito de drogas. Ele confessou aos policiais ser o pai da bebê. Jeferson Geronimo da Silva disse que havia se desentendido com a companheira e teria saído de casa com a criança. Ao ser questionado a respeito de ter deixado a filha sozinha em um terreno baldio, ele não conseguiu apresentar nenhuma justificativa. Silva, que já conta com antecedentes criminais, foi detido e apresentado ao delegado plantonista.

A bebê foi entregue à conselheira tutelar Silvana Agustini, que, com o apoio de uma equipe da PM, foi até a casa da mãe, em um bairro vizinho ao Jardim Alvorada. A mulher estava desesperada. Ela disse que o marido é usuário de drogas e que a ameaçou com uma faca ao ficar sabendo que ela iria embora. Na sequência, ele pegou a criança e saiu de casa tomando rumo ignorado. Ela disse estar convivendo com Jefferson há dois anos.

O homem, que já tem passagem pela polícia, agora deverá responder por abandono de incapaz.

A conselheira tutelar encaminhou a bebê até o Pronto Atendimento da Criança Zona Norte, anexo a UPA, para uma avaliação médica e, a princípio, a criança não apresenta qualquer lesão e foi entregue à mãe. Segundo Silvana Agostini, o Conselho vai acompanhar o caso.