PARANÁ

Eleições 2022 apontam ‘queda’ de deputados veteranos

Deputados veteranos e nomes tradicionais da política paranaense não conseguiram a reeleição nas eleições do último domingo (2). Com uma renovação de 46% na Assembleia Legislativa (Alep) e de 36% na bancada paranaense na Câmara dos Deputados, nomes como Luiz Carlos Martins (PP), Plauto Miró (União Brasil) e Gustavo Fruet (PDT) acabaram ficando de fora da lista dos eleitos.

Dos 54 deputados da Alep, 23 não estão na atual legislatura e 31 foram reeleitos. Três dos que não conseguiram se reeleger neste ano foram eleitos em 1990: Luiz Carlos Martins, Plauto Miró e Nelson Justus (União Brasil). Justus chegou a ser presidente da Alep por duas vezes, entre 1999 e 2000 e de 2008 a 2009. Com 38.779 votos recebidos no domingo, ele ficou na primeira suplência do União Brasil. A votação foi maior que a recebida em 2018, quando Justus foi eleito com 34.349 votos.

Luiz Carlos Martins, que foi eleito pela primeira vez para um cargo público em 1988, como vereador de Curitiba, obteve 24.544 votos no último domingo e ficou como segundo suplente do PP. Na eleição de 2018, ele recebeu 44.001 votos. Já Plauto Miró ficou apenas na sexta suplência do União Brasil, com 21.735. Há quatro anos, ele obteve 36.332 votos.

Outro que não conseguiu a reeleição neste ano foi Michele Caputo (PSDB), ex-secretário estadual de Saúde. Eleito pela primeira vez em 2018, com 51.246, Caputo obteve apenas 32.631 neste ano e ficou na primeira suplência do PSDB. Soldado Fruet (PROS) viu sua votação cair de 35.231, em 2018, para 26.624 e também ficou na primeira suplência.

Também filiado ao PROS, Boca Aberta Júnior ficou na segunda suplência do partido, com 17.232 votos, menos da metade dos 39.495 conquistados há quatro anos. A mãe dele, Mara Boca Aberta (PROS), não conseguiu se eleger deputada federal. O pai dele, Boca Aberta (PROS), teve o mandato de deputado federal cassado no ano passado.

Outros deputados estaduais que não conseguiram se reeleger foram Adelino Ribeiro (PSD), Dr. Batista (União Brasil), Gilson de Souza (PL), Homero Marchese (Republicanos), Nelson Luersen (União Brasil), Pedro Paulo Bazana (PSD) e Reichembach. Três parlamentares foram eleitos deputados federais no último domingo: Paulo Litro (PSD), Tadeu Veneri (PT) e Tião Medeiros (PP). Outros três, Rodrigo Estacho (PSD), Coronel Lee (DC) e Galo (PP), tentaram uma vaga na Câmara Federal neste ano, mas não foram eleitos e não estarão na Alep a partir de 2023.

Câmara
Na Câmara dos Deputados, 11 dos eleitos no domingo não estão na atual Legislatura. Entre os não eleitos estão nomes tradicionais como os de Gustavo Fruet e Rubens Bueno (Cidadania). Fruet foi eleito vereador em Curitiba em 1996 e deputado federal pela primeira vez em 1998. Foi reconduzido em 2002 e em 2006 e eleito prefeito de Curitiba em 2012. Derrotado na tentativa de reeleição, em 2016, voltou à Câmara na eleição de 2018, quando obteve 113.252 votos. Neste ano, viu sua votação cair para 47.565 e não ficou nem na suplência do PDT.

Rubens Bueno é outro veterano que ficará sem mandato a partir do próximo ano. Foi deputado estadual por dois mandatos, de 1983 a 1991, e prefeito de Campo Mourão de 1993 a 1996. Sua primeira eleição para deputado federal foi em 1990. Depois, conseguiu se reeleger em 1998, 2014 e 2018, quando recebeu 76.471 votos. No último domingo, teve 42.321 votos e ficou na primeira suplência do Cidadania.

Outros nomes de peso que não conseguiram se reeleger para a Câmara neste ano foram Christiane de Souza Yared (PP) e Hermes Parcianello (MDB). Parcianello teve 87.097 votos neste ano (foram 110.717 em 2018) e ficou na suplência do MDB. Ele foi eleito pela primeira vez em 1994. Já Christiane Yared viu sua votação cair de 107.636, em 2018, para 31.188 neste ano. Ela ficou na terceira suplência do PP.

Também não conseguiram a reeleição como deputados federais Aroldo Martins (Republicanos), Luizão Goulart (Solidariedade) e Marco Brasil (PP). Ney Leprevost (União Brasil) foi eleito deputado estadual no último domingo. Aline Sleutjes (PROS) e Paulo Martins (PL) concorrem ao Senado neste ano e também deixarão suas vagas em 2023. Valdir Rossoni (PSDB) e Osmar Serraglio (MDB) não concorreram neste ano.