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Cassação dos vereadores Belino Bravin e Altamir da Lotérica deve ser oficiada hoje à Câmara de Maringá

A Câmara Municipal de Maringá deve ser oficialmente comunicada ainda nesta sexta-feira, 14, da decisão judicial que cassa os vereadores Belino Bravin Filho (PSD) e Altamir Antonio dos Santos (Podemos) por prática de nepotismo. Eles foram denunciados pelo Ministério Público em 2006.

Com a oficialização, a Câmara deve afastar os dois vereadores e convocar os respectivos suplentes para tomar posse, o que deve acontecer na próxima semana.

O juiz Leandro Albuquerque Muchiuti, da 2ª. Vara da Fazenda Pública da Comarca de Maringá, deferiu nesta quinta-feira, 13, o pedido do Ministério Público Estadual para o cumprimento da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No lugar de Bravin deve assumir a primeira suplente do PSD, professora Vera Lopes, e Altamir dá lugar a Jean Marques, procurador do município que já foi vereador ao lado do próprio Altamir na última legislatura.

Belino Bravin e Altamir da Lotérica estão entre os vereadores de Maringá com mais mandatos. Bravin, por exemplo, representante do distrito de Floriano, já foi eleito oito vezes e antes dele foi vereador seu pai, o pioneiro Belino Bravin.

A mesma decisão cassa os direitos políticos por três anos dos ex-vereadores Aparecido Regine Zebrão, John Alves, Marly Martins, Odair Fogueteiro, Dorival Ferreira, Edith Dias de Carvalho e Chico Caiana, que morreu em julho de 2020 quando cumpria seu terceiro mandato. Todos foram denunciados pelo MP em 2006 por empregarem parentes como assessores, em funções que iam de R$ 250 a R$ 5 mil. A soma dos salários pagos a esses assessores chega a R$ 10 milhões.