PARANÁ

Bares e restaurantes de Curitiba pedem flexibilização de alvarás durante a Copa do Mundo

De olho na movimentação que a Copa do Mundo do Catar, a partir de 20 de novembro, pode atrair para os bares e restaurantes da cidade, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) apoiou, nesta quarta-feira (5), uma indicação que sugere ao Executivo a flexibilização temporária dos alvarás comerciais. A ideia é que os estabelecimentos sejam autorizados a transmitir os jogos e a organizar comemorações nos dias de partidas.

A Prefeitura de Curitiba implantaria a medida por meio de decreto. “Isso faria com que muitos estabelecimentos que não possuem alvará para entretenimento não corram o risco de serem multados por exibirem os jogos e organizarem pequenas comemorações nesses dias”, justificou o autor da sugestão, vereador Alexandre Leprevost (Solidariedade). A regulamentação, defendeu ele, seria uma forma da Prefeitura de Curitiba liberar temporariamente essas atividades, incentivando o turismo e a geração de renda.

Em 2014, quando a Copa do Mundo foi realizada no país, o evento gerou cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, de acordo com a estimativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) calcula que o movimento nos bares cresceu em média 70% durante as partidas da Seleção.

No debate da proposição, Leprevost lembrou da comemoração, nesta quarta, do Dia do Microempreendedor. O vereador também falou das fiscalizações na cidade e das limitações para as atividades de entretenimento. Segundo ele, para a música ao vivo, por exemplo, mesmo que seja “um violão e voz”, é exigido que o ambiente seja 100% isolado acusticamente. “É uma questão que temos que mudar nessa Casa. Temos que proporcionar que o empresário leve o entretenimento de forma ordeira à população”, argumentou.

Votadas em turno único e de maneira simbólica (sem o registro no painel eletrônico), as indicações são uma manifestação legal dos vereadores, referendadas em plenário, mas não são impositivas. Cabe ao Executivo avaliar e acatar, ou não, as propostas.